O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite do dia 2 de setembro, aos 83 anos, em casa, no Rio de Janeiro, de causas naturais. A informação foi divulgada pelo agenciador de artistas Marcus Montenegro e, em nota, o Ministério da Cultura (MinC) se solidarizou com a esposa, Daisy Poli, com quem o artista estava havia mais de cinco décadas, e com os cinco filhos e sete netos. Gracindo Jr. foi um dos fundadores da TV Globo.
Filho do ator Paulo Gracindo, Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio em 21 de maio de 1943. Aos 15 anos, passou em teste para a Rádio Nacional e trabalhou na emissora como ator, redator e disc-jóquei. Estreou no teatro em 1961, com a peça A Escada, de Oswald de Andrade, e atuou em novelas de sucesso como Mandala, Rainha da Sucata, Explode Coração e Celebridade. Na direção, esteve à frente de Marron-Glacé e, em 1983, do programa Os Trapalhões.
O governador em exercício do estado do Rio, Ricardo Couto, afirmou que Gracindo Jr. foi “um dos nomes fundamentais na construção da história da dramaturgia brasileira” e teve trajetória marcada por talento, versatilidade e compromisso com a cultura e o entretenimento.
Rara aparição de José Mayer
A despedida aconteceu no Cemitério da Penitência, no bairro do Caju, zona norte do Rio, e reuniu nomes da dramaturgia como Othon Bastos, Palomma Duarte, Cláudio Lins, Ângela Vieira e Jayme Periard. Entre os presentes, chamou atenção a presença de José Mayer, de 76 anos, afastado da mídia desde 2016, quando foi dispensado da Globo. Acompanhado da esposa, Vera Fajardo, ele falou rapidamente com a imprensa e revelou que a relação com Gracindo Jr. ia além da amizade: “Gracindo foi um grande ator e um grande diretor. Além disso, nos tornamos avôs de um lindo neto, o Antônio. Nossa família se uniu há 11 anos”.
Antônio é fruto do casamento de Julia Fajardo, única filha de Mayer, com o músico Pedro Gracindo, filho do ator falecido. “É uma despedida triste, mas é um homem que fez obras maravilhosas, um artista que deixou um importante legado”, lamentou Mayer.
Antes, nas redes sociais, ele já tinha homenageado Gracindo Jr. e lembrado que trabalharam juntos em Bandidos da Falange (1983) e no filme Bufo & Spalanzani (2001). Mayer afirmou que o colega deixará “a lembrança de um homem gentil e de um artista inteiramente dedicado à família e à sua arte”.





