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PMEs serão as mais afetadas pelos aumentos do IOF e da Selic, diz Blue3

Crédito mais caro também desestimula consumo das famílias e diminuirá demanda por financiamento imobiliário e de veículos

23 setembro 2021 - 15h12Por Lucas de Andrade

Na última quarta-feira (22), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou de 5,25% para 6,25%, ao ano, a taxa básica de juros Selic. Nesta semana, já havia entrado em vigor o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 3,0% para 4,08%, para pessoas físicas, e de 1,5% para 2,04%, para pessoas jurídicas. 

De acordo com Sandro Orlando, líder da área de corporate do escritório de investimentos Blue3, essas medidas devem aumentar o custo de crédito particularmente para pequenas e médias empresas (PMEs), mas também vão ter impacto no orçamento das famílias.

Maiores riscos às pessoas jurídicas

As empresas de pequeno e médio porte, segundo Orlando, serão as mais imediatamente afetadas pelas elevações da Selic e do IOF.
“Há, agora, uma percepção de risco maior de inadimplência e um custo maior para as empresas rolarem suas dívidas e financiarem suas atividades”, diz. 


O executivo explica que deve haver, em breve, um aumento dos spreads bancários (diferença entre o custo pago pela instituição financeira para captar os recursos e quanto ela cobra nas operações de crédito feitas pelas empresas), o que encareceria o custo do crédito.
Com a temporada de balanços do terceiro trimestre prevista para outubro, Orlando afirma que os resultados financeiros das companhias já incorporarão o impacto da mais recente alta da Selic.


“Dificilmente as empresas, independentemente dos setores, teriam como conter essa penalização, visto que a taxa Selic dita a regra, por exemplo, do custo de todos os empréstimos”, explica. 


Consumo das famílias

Segundo Orlando, não existe, hoje, nenhuma projeção de que a renda das famílias possa crescer. Com isso, o crédito, encarecido, fica ainda mais inacessível e prejudica o potencial de consumo dos brasileiros.


Nesse cenário, a demanda por financiamento tende a cair e os setores automobilístico e imobiliário podem ser afetados.


“Precisamos aguardar e ver como o setor automobilístico vai se comportar. Os financiamentos imobiliários também vão incorporar esse aumento, apesar de haver competitividade maior entre os bancos”, diz.


“A composição das parcelas vai trazer um aperto maior por conta da renda das famílias, que não aumentou na mesma proporção”, explica.
 

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