terça, 07 de dezembro de 2021
Primeira experiência

Desafiamos nosso repórter a investir R$ 10 mil. Será que ele se deu bem?

Discutimos detalhes da carteira montada pelo Carlos com o Pedro Gimenez, líder da mesa de renda variável da Blue3. Confira a avaliação!

18 outubro 2021 - 10h00Por Flávio Faria
Carlos Borges, repórter da SpaceMoneyCarlos Borges, repórter da SpaceMoney

Estudante de jornalismo, 23 anos e mora com os pais. Esse é o Carlos Borges, redator mais jovem da SpaceMoney. Acostumado a escrever sobre investimentos no dia a dia, nesta semana ele aceitou um desafio diferente: montar sua própria carteira de ativos com R$ 10 mil cedidos pela empresa (de mentira, claro!) 

Missão dada é missão cumprida. E ele se empenhou: criou uma conta na XP Investimentos, estudou as diferentes opções disponíveis no mercado, pensou nos objetivos e criou seu portfólio. “Queria uma carteira que me desse a opção de um dia parar de trabalhar sem passar fome ou atrasar as contas”, explicou. 

Confira o portfólio que ele montou com R$ 10 mil:

 

Será que ele fez as melhores escolhas?

Para analisar as escolhas do Carlos, convidamos o Pedro Gimenes, sócio e líder da mesa de renda variável da Blue3, que foi reconhecida como o melhor escritório de investimentos do grupo XP em 2021. "Assim como fazemos com os nossos clientes, precisamos entender algumas coisas sobre o Carlos antes de analisar a carteira. Ele já falou que tem como objetivo desse investimento a aposentadoria e foco no longo prazo. Precisamos entender também se ele já tem uma reserva de emergência”, explicou Pedro. 

Não, o Carlos não tem uma reserva de emergência, que é aquele valor guardado em um investimento acessível para cobrir imprevistos financeiros. Segundo o líder da mesa de renda variável, esse é o primeiro ponto que deveria ter sido considerado no planejamento. “Não tem uma fórmula, mas o ideal é ter à disposição uma quantia que cubra, ao menos, três meses dos gastos do Carlos, investidos em ativos com bastante liquidez. Nesse caso, ao menos 20% dessa carteira deveriam ser aplicados com esse objetivo”, afirma Gimenes

Como ficou a carteira do Carlos depois da primeira mudança:

 

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IPCA foi uma boa escolha, mas é bom ficar de olho nos juros compostos

Como líder da mesa de renda variável, Pedro não pode indicar que o Carlos compre o ativo x ou y, mas ele pondera: “Essa escolha dele pelo IPCA é importante para o longo prazo, uma vez que estamos vendo a inflação chegar na casa dos dois dígitos no Brasil [segundo o Relatório Focus, do Banco Central, a inflação anual deve fechar 2021 em 8,5%. Entretanto, a variação acumulada nos últimos 12 meses — até setembro — já  é de mais de 10%]. Porém, esse título que ele escolheu retorna a rentabilidade na forma de juros semestrais e, se ele retirar esse dinheiro a cada seis meses, perderá a chance de aumentar cada vez mais o patrimônio utilizando os juros compostos”, pondera Pedro.

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Segundo o site do Tesouro Direto, para aproveitar os juros compostos e a alta da inflação, em vez do título IPCA+ com vencimento para 2030, o Carlos poderia escolher a opção com vencimento para 2045 sem juros semestrais. 

 

Muitas maçãs na mesma cesta. Diversifica, Carlos!

Segundo Pedro, a escolha do Carlos de alocar 50% do seu capital na bolsa não é um grande problema em si. Porém, é preciso diversificar mais. “Ele escolheu ativos de apenas duas empresas: BDRs do Facebook e ações da MRV Engenharia. [Isso é um erro porque] o grande segredo dos investimentos é diversificar. Se o objetivo dele for ter uma parte da carteira atrelada a câmbio [os BDRs são certificados de ações de empresas do exterior, principalmente da bolsa de valores americana, Por isso, variam com o sobe e desce do dólar], ele pode fazer isso por meio de ETFs [Exchange Traded Fund], por exemplo, que são fundos de investimento atrelados a índices. Existem ativos que espelham, por exemplo, o desempenho do S&P500, índice da bolsa de valores americana. Por meio de ETFs, em vez de investir em uma só empresa do exterior, seria como se ele estivesse investindo em muitas ao mesmo tempo”, aponta Gimenes. 


Segundo Pedro, caso fosse cliente da Blue3, o Carlos também seria aconselhado a diversificar a sua carteira de ações brasileiras e até a dedicar uma parte a investimentos alternativos. “Ele poderia alocar 5% da carteira em fundos de criptomoedas e o restante distribuir entre cinco ações de diferentes setores, não só o de construção. Ter acesso às melhores alternativas na bolsa é um dos diferenciais de contar com uma assessoria de investimento premiada e com analistas da melhor mesa de renda variável do Brasil ”, finaliza Pedro.


 

O que ele achou da experiência?

Montar uma carteira de investimentos não é uma tarefa simples, principalmente para quem ainda está iniciando no mundo dos investimentos. "Eu não tinha ideia da complexidade que era montar uma carteira. São muitas opções diferentes e aspectos a analisar", resumiu nosso repórter, agora um pouco mais experiente no mercado de capitais.

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