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Petróleo

Petróleo cai 2% com plano de liberação de estoques da China e queda mista nos estoques dos EUA

Brent fecha a US$ 71,45 por barril, uma queda de US$ 1,15

09 setembro 2021 - 17h58Por Investing.com

Por Barani Krishnan, da Investing.com - Os preços do petróleo caíram quase 2% nesta quinta-feira (9) depois que a China, maior importadora global da commodity, anunciou planos de liberar estoques de petróleo a fim de reduzir a pressão em suas refinarias. Uma queda confusa nos estoques dos EUA também ajudou na queda da commodity.

Brent, negociado em Londres e referência global para o petróleo, fechou a US$ 71,45 por barril, uma queda de US$ 1,15 ou 1,6%.

O petróleo WTI, negociado em Nova York e referência do petróleo nos EUA, fechou a US$ 68,14 por barril, queda de US$ 1,16, ou 1,7%.

A administração das reservas estatais da China afirmou que iria liberar estoques para o mercado em fases, por meio de leilões públicos, para aliviar a pressão dos altos custos sobre as refinarias nacionais.

"O mercado do petróleo está deficitário, mas esta história da China poderia perturbar a sua permanência em déficit ao longo do resto do ano", afirmou Ed Moya, analista da plataforma de negociação online OANDA.

"Os fundamentos do petróleo WTI estavam muito bullish até as notícias da China sobre a liberação dos seus estoques. A tendência de venda pode se acelerar e o WTI pode atingir o nível de US$ 65".

O consumo dos estoques de petróleo bruto dos EUA atingiu o patamar mínimo em quatro semanas na semana passada, registrando menos de um terço dos níveis esperados, como apontado pelos dados da Energy Information Administration na quarta-feira, quando as paradas de refinarias em função da passagem do furacão Ida elevaram as projeções dos analistas. Os estoques caíram 1,5 milhão de barris na semana encerrada em 3 de setembro, para 423,9 milhões de barris, afirmou a EIA em seu Relatório Semanal do Status do Petróleo.

Foi o menor consumo nos estoques de petróleo dos EUA desde a semana terminada em 6 de agosto, como demonstram os dados históricos da EIA.

Analistas sondados pela mídia dos EUA esperavam um recuo de 4,75 milhões de barris.

No front da gasolina, os estoques caíram 7,2 milhões de barris na semana, para 220 milhões de barris, segundo a EIA, em contraste com as expetativa dos analistas de uma queda de 3,3 milhões de barris. Esta foi outra anomalia relacionada com a tempestade Ida, já que a impossibilidade das refinarias de operar em nível ótimo desde o furacão de 29 de agosto levou a um menor reabastecimento de reservas do combustível automotivo.

As refinarias operavam a menos de 82% de sua capacidade na semana passada, disse a EIA. Normalmente, os níveis operacionais ficam em torno de 95% nessa época do ano.

Os analistas foram mais precisos em sua leitura dos estoques de destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento. Estes caíram 3,1 milhões de barris, para 133,6 milhões, não muito distante do consumo previsto de 3,5 milhões de barris, como mostraram os dados da EIA.

O furacão Ida forçou a parada de mais de 90% das unidades de produção de gás no Golfo do México dos EUA antes de tocar solo. Na sequência da tempestade, parte da produção continua suspensa e levará tempo para ser retomada, devido às inundações e outros danos causados pela tempestade.

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