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Aqui está o que você precisa saber para começar a sua semana

11 outubro 2021 - 08h58Por Investing.com

Por Noreen Burke e Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - A temporada de resultados do terceiro trimestre dos EUA começa esta semana, com os anúncios do JP Morgan Chase e outros grandes bancos.

Os dados sobre a inflação dos EUA serão observados de perto, pois o Federal Reserve irá publicar a ata da sua reunião da política monetária de setembro, durante a qual os dirigentes afirmaram que começariam a redução do programa de estímulo até o fim deste ano.

O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial vão iniciar a sua reunião anual na segunda-feira, mas uma polêmica a respeito da chefe do FMI, Kristalina Georgieva, já ofuscou os eventos.

No Reino Unido, os dados liberados irão se focar na saúde da economia em meio a expectativas crescentes de elevação nas taxas de juros, com o aumento das pressões inflacionárias.

Aqui está o que você precisa saber para começar a sua semana:

1. Resultados dos bancos

Alguns dos maiores bancos do mundo iniciam a temporada de resultados dos EUA, sendo que os investidores estão focados nos problemas na cadeia de fornecimento global, escassez de mão-de-obra e a redução iminente do estímulo mensal de US$ 120 bilhões do Fed.

JPMorgan Chase (NYSE:JPM) (SA:JPMC34) e BlackRock (NYSE:BLK) (SA:BLAK34) fazem seus anúncios na quarta-feira, seguidos por Bank of America (NYSE:BAC) (SA:BOAC34), Wells Fargo (NYSE:WFC) (SA:WFCO34), Morgan Stanley (NYSE:MS) (SA:MSBR34) e Goldman Sachs (NYSE:GS) (SA:GSGI34), mais tarde na semana.

Os bancos dispararam muito além das estimativas de lucro no segundo trimestre com a recuperação da economia, quando Wells Fargo, Bank of America, Citigroup (NYSE:C) (SA:CTGP34) e JP Morgan Chase divulgaram lucros combinados de US$ 33,0 bilhões.

Esse impulso provavelmente se arrefeceu no terceiro trimestre: prevê-se que os resultados das instituições financeiras cresçam 17,4%, contra quase 160% no 2T, de acordo com dados de I/B/E/S da Refinitiv.

"Acho que vai ser uma temporada de resultados incerta", advertiu Liz Young, chefe de estratégia de investimento da SoFi, em Nova York.

"Se os problemas da cadeia de fornecimento estão aumentando os custos, uma empresa com um forte poder de preços pode repassar esses custos crescentes. Mas não é possível repassar a escassez de mão-de-obra se não se conseguir encontrar funcionários para contratar".

2. Dados econômicos dos EUA e do Brasil

A principal divulgação econômica dos EUA desta semana será na quarta-feira (13), com os dados sobre a inflação dos preços ao consumidor para setembro.

Embora a taxa de aumentos de preços tenha ficado moderada, a inflação ainda está mais alta do que antes da pandemia, após a arrancada da demanda na sequência da reabertura da economia fazer os preços subirem.

Os economistas esperam que o índice de preços ao consumidor seja parecido com o aumento mensal de 0,3% de agosto e o avanço anual de 5,3%.

Os dados relativos à inflação dos preços ao produtor deverão ser apresentados na quinta-feira, seguidos pelos dados sobre vendas no varejo na sexta-feira.

Espera-se que as vendas no varejo apresentem redução devido a uma queda nas vendas de veículos em meio a gargalos na cadeia de fornecimento mas, excluindo os veículos, a previsão é que as vendas no varejo tenham subido.

No Brasil, a semana começa com a divulgação do Boletim Focus, na segunda-feira (11), com dicas sobre as expectativas do mercado.

Depois de mercados fechados na terça pelo feriado de Nossa Senhora Aparecida, na quarta-feira (13) ocorrerão as divulgações do índice de confiança do consumidor Reuters/Ipsos de outubro e do fluxo cambial estrangeiro.

Os dados mais importantes, no entanto, vêm na quinta e na sexta-feira, respectivamente: o crescimento do setor de serviços de agosto e o IBC-Br.

3. Ata do Fed

O Fed deve publicar a ata da sua reunião de setembro na quarta-feira, em meio às expectativas de que começará a reduzir as compras de ativos antes do final deste ano, um importante primeiro passo no sentido de eventuais aumentos de taxas de juros.

O relatório sobre o mercado de trabalho em setembro divulgado na sexta-feira, mais fraco do que o esperado, pouco fez para alterar as expectativas de que o Fed possa começar a reduzir o estímulo até o fim do ano.

Embora a economia tenha acrescentado apenas 194.000 postos de trabalho em setembro, revisões para cima nos dados dos meses anteriores significam que, no fim das contas, a economia recuperou metade do déficit de empregos que enfrentava em dezembro, em comparação com os níveis de emprego pré-pandemia.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse no mês passado que ele precisava apenas ver um relatório "decente" sobre o mercado de trabalhos em setembro para iniciar o tapering em novembro.

4. Reunião anual do FMI e do Banco Mundial

As reuniões anuais do Banco Mundial e do FMI terão início na segunda-feira, quando os dirigentes vão discutir a economia global, a atual pandemia da Covid-19 e questões de tributação global.

Mas o evento de alto nível foi ofuscado por um escândalo de manipulação de dados que ameaça a carreira da diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.

A acusação é que Georgieva pressionou funcionários do Banco Mundial a alterar os dados a favor da China em 2017, quando era a executiva-chefe do banco.

As alegações – veementemente negadas por Georgieva – trarão dúvidas sobre as iniciativas do fundo para ajudar a recuperação pós-pandemia do mundo.

A decisão sobre o futuro da Georgieva no FMI não é esperada para antes de segunda-feira, no mínimo.

5. Dados do Reino Unido

Com a economia do Reino Unido mostrando sinais de desaceleração num contexto do aumento dos preços, interrupções na cadeia de fornecimento e escassez de mão-de-obra, as próximas divulgações de dados econômicos irão ganhar destaque.

Na terça-feira, a mudança na contagem de pedidos em setembro será publicada, junto com os dados do desemprego de agosto e informações sobre salários. Os dados relativos ao PIB de agosto serão divulgados na quarta-feira, juntamente com os dados industriais e de manufatura.

Os mercados apostam que o Banco da Inglaterra possa se tornar o primeiro grande banco central a elevar as taxas desde o início da pandemia.

No sábado, Michael Saunders, dirigente do BoE, disse numa entrevista no jornal Telegraph que as famílias deveriam se preparar para aumentos das taxas de juros "consideravelmente mais cedo", com o aumento da pressão da inflação.

Com informações de Reuters.

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