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Levantamento

Classe C puxa para baixo o número de investidores na população brasileira, aponta pesquisa da ANBIMA

Na contramão, classes A e B tiveram aumento

09 setembro 2021 - 13h25Por Redação SpaceMoney

Uma pesquisa realizada pela ANBIMA (Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em parceria com o Datafolha, revelou que houve queda de 23% no número de investidores da classe C ao longo de 2020, enquanto os investidores das classes A e B aumentaram.

O levantamento, que ouviu 3,4 mil pessoas da população economicamente ativa em todas as regiões do país, mostra que entre os entrevistados da classe C, 40% diziam ser investidores em 2019; já em 2020 esse percentual caiu para 30%.

Das pessoas que pertencem a classe A, 71% se consideram investidores, ante 61% em 2019 - um aumento de 10 pontos percentuais. A classe B se manteve estável, dentro da margem de erro, com ligeiro aumento de 1,9% (de 53% para 54%). Assim, pode-se concluir que o total de investidores na população brasileira caiu de 44% para 39%.

De acordo com a pesquisa, outros indicadores mostram que a pandemia impactou de forma diferente cada uma das classes. A renda média familiar da classe C voltou ao patamar de 2018, ficando em R$ 2.800,00 em 2020. Enquanto isso, a média da classe A passou de R$ 17.000,00 (em 2019) para R$ 21.100,00. E a classe B de R$ 6.600,00 para R$ 7.400,00, no mesmo período.

“O impacto da pandemia não foi uniforme para toda a população. A classe C foi a que mais sofreu com o desemprego e consequente queda da renda. Vimos uma restrição orçamentária que claramente se refletiu na capacidade de planejamento financeiro da classe C”, afirma Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da ANBIMA.

A pesquisa concluiu que 2020 registrou a menor proporção de investidores da classe C desde o início do levantamento, feito há quatro anos. Além disso, também indica que maior renda não significa necessariamente capacidade de poupança. Parcela significativa de pessoas da classe A (28% dos entrevistados pertencentes a esta classe) e quase metade (46%) da classe B não investem. E na classe C, apesar da renda reduzida, 30% se declararam investidores.

“O resultado reforça a ideia de que investimento não é só uma questão de renda. Existe um trabalho a ser feito em termos de educação financeira, para alertar sobre a importância de se pensar no futuro”, conclui Billi.

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