O El Niño já opera em intensidade forte em setembro e pode subir para a categoria muito forte, segundo a Climatempo. A mudança deve ocorrer na virada de setembro para outubro, com o começo da primavera no Hemisfério Sul.
Na região Niño 3.4, referência para o monitoramento do Pacífico Equatorial, a temperatura do oceano está cerca de 1,8°C acima do padrão. Esse nível coloca o episódio na faixa forte e o aproxima do patamar muito forte, que se inicia em 2°C.
Levantamentos recentes apontam probabilidade de 97% a 98% de o fenômeno alcançar essa categoria. Também subiu a chance de este ser o episódio mais forte já registrado na série iniciada em 1950.
Efeitos variam por região
De acordo com a Climatempo, intensidade elevada não garante condições extremas em todas as áreas sob influência do fenômeno. O fortalecimento amplia a probabilidade dos padrões atmosféricos típicos, mas os desfechos dependem da interação com outros fatores do oceano e da atmosfera.
No Brasil, o cenário favorece chuva acima da média na região Sul e risco maior de estiagens mais longas no Norte, com piora do déficit de chuvas. Ondas de calor também podem ficar mais frequentes, sobretudo quando condições da atmosfera mantêm o calor por longos períodos.
Como as chuvas se distribuem, quanto duram os períodos secos e qual a força das ondas de calor variam conforme a combinação de fatores, e atmosfera e oceano seguirão sob monitoramento durante a estação.





