A CNA defendeu em Brasília, na sexta-feira (11), ações para ampliar o seguro rural, além de incentivos financeiros a quem adota práticas de menor risco no campo. A posição foi levada ao evento “3 F: Futuro, Finanças e Florestas”, organizado pela Fenasbac.

Durante o evento, o diretor técnico Bruno Lucchi, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, afirmou que o crédito rural é central para o avanço do setor e disse que a produção nacional busca aperfeiçoamento contínuo, apoiada por pesquisas para o clima tropical e por financiamentos que viabilizem a adaptação do produtor.

Para Lucchi, práticas que diminuem riscos no campo precisam de mais atenção do sistema financeiro. Ele citou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) Níveis de Manejo, ferramenta piloto que leva em conta particularidades de cada região, cultura e manejo e já usada no seguro, com potencial de aplicação também no crédito rural, em condições melhores para quem mitiga riscos.

Na visão de Lucchi, o seguro é o principal instrumento de mitigação, mas vem perdendo espaço nos últimos anos. Em 2021, o PSR assegurou 14 milhões de hectares. Em 2025, o total foi de 3,5 milhões de hectares.

Lucchi também defendeu mais informações qualificadas a respeito do setor, para que as apólices se ajustem às especificidades de cada cultura e localidade. Na avaliação dele, avançar na gestão de riscos barateia o capital do produtor, combinando seguro e assistência técnica com juros, prazos e estímulos a mudanças na forma de produzir. Você pode acompanhar as principais notícias e os destaques do agronegócio em tempo real aqui na SpaceMoney.