O setor de carnes do Brasil quer encurtar o caminho para retomar as vendas de proteína bovina à União Europeia e rejeita a hipótese de dois anos de espera para voltar a exportar ao bloco. O impasse nasceu das auditorias e dos controles sanitários cobrados pelos europeus, considerados excessivos pela indústria nacional.
Na avaliação do especialista Miguel Daoud, o tema exige condução diplomática, para evitar retaliações que contaminem outras frentes da relação comercial entre Brasil e Europa. Ele defende uma transição com liberação gradual das exportações, em vez de dois anos de bloqueio, e sustenta que o país já dispõe de mecanismos de rastreamento compatíveis com as exigências internacionais.
O temor de atrito não é restrito à proteína animal: uma retaliação europeia poderia atingir itens da pauta nacional, entre eles azeite e queijos.
A União Europeia é parceiro comercial relevante para o agronegócio brasileiro, que já embarca carne para mais de 150 países. A diplomacia do país precisa ser firme para garantir a retomada dos embarques sem interrupções longas. Você pode acompanhar as principais notícias e os destaques do agronegócio em tempo real aqui na SpaceMoney.





