Jogadores em campo durante partida da Champions League com foco na taça da competição.
Estádio Puskás Aréna em Budapeste, palco da grande final da Champions 2025/26.

Esta fase de qualificação que agora terminou foi um verdadeiro torbulhão de emoções para muitas equipes. Olhemos para o Benfica, por exemplo, que marcou um golo aos 90 + 7 que lhe permitiu ascender ao 24º lugar e garantir acesso aos playoffs. O mais curioso? Quem marcou o golo… Turbin, e não, não é um avançado ou médio, mas sim o guarda-redes que subiu a um canto. 

Enquanto isso, a umas centenas de km’s o Marseille recebia a notícia que tivera sido eliminado e agora só teria hipóteses para o ano. Para este ano, já não contam. O sorteio foi feito dia 30 de Janeiro, curiosamente, em França, e os playoffs vão decidir quem segue. Algo curioso é que o Benfica vai voltar a defrontar o Real Madrid. Será que o guarda redes faz volta a marcar? Pouco provável, mas algo que já é certo são os oito jogos entre 17 e 25 de fevereiro para descobrir quem vence e ganha 20 milhões de dólares (aproximadamente).

A vantagem que nem sempre decide

O regulamento emparelhou os segundos classificados da fase de liga, considerados seeded, com os terceiros colocados, classificados como unseeded, garantindo vantagem competitiva aos primeiros, ainda que apenas teórica. Nesta edição, os seeded jogam a primeira mão em casa, invertendo o padrão histórico e adicionando um novo elemento estratégico à eliminatória.

Entre os cabeças de série surgem pesos pesados como Real Madrid, Inter, PSG, Juventus e Atlético Madrid, ao lado de projetos mais recentes mas consistentes como Newcastle, Bayer Leverkusen e Atalanta. Já no lote unseeded, o equilíbrio é quebrado por histórias improváveis. Qarabağ, Bodø Glimt e Club Brugge voltam a desafiar a hierarquia continental e chegam a esta fase com pouco a perder.

Odds iniciais e leitura do mercado europeu

Com o quadro praticamente fechado, o mercado começou a reagir. Nas plataformas novas de apostas no Brasil que já disponibilizam odds de longo prazo, o Arsenal surge como principal favorito à conquista da prova, com cotação média de 4.50, refletindo a regularidade apresentada na fase de liga e a profundidade do seu plantel. Logo atrás aparece o Bayern Munique, avaliado em 5.00, seguido por Barcelona e Manchester City, ambos na casa dos 7.00, num grupo de favoritos que concentra grande parte da probabilidade implícita de título.

Estas cotações ganham ainda mais relevância tendo em conta que os quatro clubes já estão diretamente apurados para os oitavos de final, podendo observar os play offs sem desgaste adicional, um detalhe que historicamente aumenta a taxa de presença nas fases decisivas.

Confrontos que prometem intensidade máxima

O emparelhamento mais mediático coloca frente a frente Real Madrid e Benfica, numa reedição imediata do drama da última jornada. O clube português eliminou os merengues com um golo aos 98 minutos, garantindo presença no play off e deixando uma ferida ainda fresca em Madrid. 

Com 14 títulos europeus, o Real entra pressionado, enquanto o Benfica assume o papel de outsider perigoso, algo que historicamente lhe assenta bem. Outra coisa importante é que os clubes portugueses já nos habituaram a surpresas.

Outro duelo de forte carga simbólica opõe PSG e Borussia Dortmund, clubes que se conhecem bem das últimas edições. O PSG apresenta um dos ataques mais produtivos da competição, com média superior a 2,1 golos por jogo, enquanto o Dortmund volta a apostar numa abordagem vertical e transições rápidas, marca registada nas noites europeias.

Já o confronto entre Newcastle e Qarabağ é histórico para o futebol do Azerbaijão. Nunca um clube do país tinha chegado tão longe numa prova UEFA moderna, e o desafio contra um emblema inglês em St James’ Park representa um salto competitivo enorme, mas também uma montra global sem precedentes.

Ingleses protegidos e equilíbrio competitivo preservado

O sorteio evitou choques diretos entre clubes do mesmo país e, na prática, protegeu os representantes ingleses de duelos prematuros entre si. Arsenal, Liverpool, Tottenham, Chelsea, Manchester City e Newcastle seguem em lados distintos do quadro, aumentando a probabilidade de confrontos anglo europeus apenas a partir dos quartos de final.

Este detalhe não é menor. Nas últimas cinco edições, clubes ingleses marcaram presença em quatro das cinco finais, um domínio que a UEFA tenta equilibrar com o novo formato, mas que continua a refletir se na profundidade dos planteis.

Equipas já nos oitavos aguardam adversários

Enquanto isso, Arsenal, Bayern Munique, Liverpool, Tottenham, Barcelona, Chelsea, Sporting CP e Manchester City aguardam calmamente os vencedores dos play offs. O sorteio dos oitavos, marcado para 27 de fevereiro, manterá restrições. Clubes do mesmo país não se podem enfrentar e há limitação por lado do bracket, evitando cruzamentos repetidos demasiado cedo.

Entre os cenários mais apelativos, destaca se a possibilidade de Manchester City defrontar Real Madrid ou Benfica, enquanto o Arsenal poderá medir forças com Dortmund, Atalanta ou Leverkusen, todos adversários com estilos contrastantes.

Datas chave e caminho até Budapeste

O calendário da fase a eliminar está desenhado para manter tensão constante até ao fim da primavera europeia. Após os play offs de fevereiro, os oitavos de final decorrem em março e abril, seguidos por quartos no final de abril, meias finais em maio e a grande decisão a 30 de maio, na Puskás Aréna, em Budapeste, estádio com capacidade para mais de 67 mil espectadores.