
O 1º trimestre de 2026 se inicia em um ambiente econômico mais restritivo. Dados recentes mostram que 79,2% das famílias brasileiras permanecem endividadas, enquanto a inadimplência no sistema financeiro já supera 5%, atingindo 71,86 milhões de consumidores. Ao mesmo tempo, o preço dos imóveis residenciais acumula alta de 6,89% em 12 meses, ampliando a pressão sobre o orçamento familiar e tornando as decisões de consumo mais seletivas. Com a taxa básica de juros mantida em 15% ao longo de 2025, o crédito segue caro, encarecendo financiamentos e restringindo o acesso a recursos tanto para empresas quanto para pessoas físicas.
Nesse cenário, o consórcio imobiliário, que já soma mais de R$ 200 bilhões em créditos contemplados, ganha espaço como alternativa ao crédito tradicional, permitindo reorganização patrimonial sem alavancagem excessiva. É nesse contexto que Pedro Ros, CEO da Referência Capital, apresenta cinco diretrizes centrais para fortalecer a saúde financeira e a liquidez dos investimentos em 2026.
Entender o lucro real e evitar capital mal alocado
A 1ª dica, segundo Ros, é mapear com precisão o retorno efetivo das operações. “Não basta acumular ativos, é preciso entender onde está o retorno efetivo e qual é o custo de manter capital mal alocado”, afirma. Com sede em Brasília, a Referência Capital estruturou uma operação que reúne mais de 3 mil clientes, com atuação em 48 países, e um volume superior a R$ 850 milhões negociados em consórcios imobiliários.
O modelo adotado prioriza planejamento financeiro e aquisição gradual de imóveis, reduzindo a dependência do crédito bancário. Em um ambiente de juros elevados, esse tipo de abordagem ganha relevância ao preservar liquidez e previsibilidade no médio prazo.
Previsibilidade na aquisição e disciplina na gestão
A 2ª dica envolve a construção de uma estratégia previsível para aquisição de imóveis, evitando decisões tomadas sob pressão ou picos concentrados de desembolso. De acordo com Ros, o consórcio permite estabelecer metas claras e acompanhar o fluxo financeiro de forma contínua. Atualmente, a Referência Capital administra 1.861 cartas de consórcio ativas, com ticket médio de R$ 550 mil, voltadas principalmente a investidores interessados em estruturar patrimônio com disciplina e horizonte de longo prazo.
A 3ª dica está ligada à padronização dos processos de gestão. “Crescimento sustentável exige método, rotina e critérios claros”, ressalta Ros. A empresa opera com 70 profissionais especializados, adotando processos replicáveis de análise, aquisição e acompanhamento patrimonial, o que reduz riscos operacionais e melhora a qualidade das decisões ao longo do tempo.
Fluxo de caixa como decisão estratégica em 2026
A 4ª dica destaca a gestão estratégica do fluxo de caixa, que se tornou um dos principais pontos de atenção em um ambiente de crédito mais restritivo. Para Ros, controlar o fluxo deixou de ser apenas uma função contábil e passou a ocupar o centro da estratégia financeira. O consórcio, segundo ele, permite parcelas compatíveis com o orçamento e preservação de liquidez ao longo de todo o ciclo de investimento.
Atualmente, os clientes da Referência Capital têm acesso a mais de 150 imóveis catalogados, com rentabilidade projetada de até 3% ao mês. A 5 ª dica envolve a formação de alianças estratégicas. A empresa mantém mais de 100 parceiros ativos, ampliando o acesso a oportunidades imobiliárias e acelerando aquisições mesmo em um cenário de crédito mais seletivo. Para Pedro Ros, em 2026, a reorganização patrimonial passa necessariamente por método, previsibilidade e cooperação estratégica, pilares que ganham ainda mais relevância em um ambiente de incerteza econômica.