Imagem de notas de 100 dólares americanos empilhadas, simbolizando câmbio, investimentos e cotação do dólar hoje.
Notas de 100 dólares representando o mercado cambial e a cotação do dólar no dia.

Na quarta-feira (28), o dólar comercial fechou com variação de +0,2%, valendo R$5,1944, após ter começado o dia cotado a R$5,1852.

O dólar iniciou nesta quinta-feira (29) cotado a R$5,1998.

Acompanhe nossa análise diária.

Confira a cotação do dólar em tempo real

Agenda de hoje – quinta, 29 de janeiro de 2026

Exterior

  • 10h30 – EUA – Pedidos iniciais por seguro desemprego (semanal)
  • 10h30 – EUA – Balança comercial (nov)
  • 20h30 – Japão – IPC (jan)
  • 20h50 – Japão – Produção industrial (dez)
  • 21h30 – Austrália – IPP (Q4)

 Brasil

  • 08h00 – FGV – IGP-M (jan)
  • 08h00 – FGV – Sondagem do comércio (jan)
  • 08h00 – FGV – Sondagem de serviços (jan) 
  • 08h30 – Banco Central – Empréstimos bancários (dez)
  • 14h30 – Ministério do trabalho – Índice de Evolução de Emprego do CAGED (dez)

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na quarta-feira (28), o dólar comercial fechou com variação de 0,0%, valendo R$5,2049, após ter começado o dia cotado a R$5,2049.

O que influencia o dólar hoje

Os mercados operam ajustando expectativas após a comunicação do Copom e a sinalização recente do Federal Reserve. Juros, política monetária e fluxo externo seguem no centro das decisões.

No Brasil, a leitura do comunicado do Copom orienta a precificação da curva de juros, enquanto dados fiscais e do mercado de trabalho ajudam a calibrar o cenário doméstico.

No exterior, balanços corporativos e a postura cautelosa do Fed mantém o foco em ativos de risco, commodities e na trajetória futura das taxas globais.

Fed reforça cautela e dependência de dados

O Federal Reserve manteve os juros inalterados e reforçou a dependência de dados, sem antecipar cortes. A avaliação segue de crescimento sólido e inflação ainda elevada.

Votos dissidentes recentes aumentaram apostas em afrouxamento à frente, mas a liderança do Fed evita compromissos claros sobre o início do ciclo de cortes.

Esse cenário sustenta juros longos mais altos e mantém volatilidade nos mercados, sobretudo em moedas e bolsas sensíveis ao custo de capital.

Bolsas, juros e commodities em movimento

Balanços bancários sustentam bolsas europeias, enquanto Wall Street reage aos resultados do setor de tecnologia, com impacto direto sobre o Nasdaq.

Os Treasuries sobem levemente, refletindo cautela monetária, enquanto o dólar perde força frente a moedas emergentes e ligadas a commodities.

O ouro permanece acima de US$5.500 por onça, e o cobre avança com o dólar fraco, enquanto o petróleo reage a tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Copom sinaliza janela para afrouxamento

O Copom manteve a Selic em 15% pela quinta vez e reforçou a leitura de desaceleração inflacionária, abrindo espaço para cortes a partir de março.

A comunicação reduziu incertezas sobre o início do ciclo de afrouxamento, pressionando juros curtos e intermediários da curva doméstica.

Esse movimento melhora o ambiente para ativos locais, especialmente em um contexto de maior apetite por risco no exterior.

Impactos sobre ativos locais

O dólar e a bolsa brasileira tendem a reagir ao diferencial de juros ainda elevado, favorecendo estratégias de carry trade e entrada de fluxo estrangeiro.

Commodities metálicas e petróleo seguem como vetores relevantes para ações ligadas a recursos naturais, em um cenário externo ainda construtivo.

No macro, dados fiscais e de emprego seguem no radar, com expectativa de superávit primário pontual e desaceleração gradual do mercado de trabalho.