
Na terça-feira (27), o dólar comercial fechou com variação de -1,9%, valendo R$5,1811, após ter começado o dia cotado a R$5,2815.
O dólar iniciou nesta quarta-feira (28) cotado a R$5,1847.
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Confira a cotação do dólar em tempo real
Agenda de hoje – quarta, 28 de janeiro de 2026
Exterior
- 11h45 – Canadá – Decisão taxa de juros
- 12h30 – EUA – Estoque de petróleo bruto (semanal)
- 16h00 – EUA – Decisão de política monetária
- 16h00 – EUA – Coletiva FOMC
Brasil
- 08h00 – FGV – Sondagem da indústria (jan)
- 14h30 – Banco Central – Fluxo cambial (semanal)
- 14h30 – Tesouro Nacional – Relatório da dívida pública federal (dez)
- 18h30 – Banco Central – Decisão de política monetária
Desempenho das moedas na sessão anterior
Na terça-feira (27), o dólar comercial fechou com variação de -1,4%, valendo R$5,2050, após ter começado o dia cotado a R$5,2792.
O que influencia o dólar hoje
A Super Quarta concentra atenções hoje, com destaque para o comunicado do Federal Reserve e a coletiva de Jerome Powell, além da decisão do Copom após o fechamento dos mercados. O conjunto de eventos define o tom global de risco no curto prazo.
Nos Estados Unidos, além do Fed, o mercado acompanha sinalizações políticas vindas do Executivo e seus reflexos sobre atividade, inflação e juros. Na Europa e na Ásia, ativos reagem a fluxos defensivos, política comercial e movimentos relevantes em commodities e moedas.
No Brasil, o foco recai sobre a reação dos ativos locais ao ambiente externo, às expectativas para a Selic e à leitura fiscal, com dados e diretrizes que ajudam a calibrar o cenário doméstico para os próximos meses.
Fed, discurso político e ativos de proteção dominam o cenário externo
A decisão do Federal Reserve é o principal evento do dia, com expectativa amplamente consolidada de manutenção dos juros. O foco do mercado estará na comunicação, especialmente no balanço entre inflação resiliente e sinais de desaceleração da atividade.
Jerome Powell tende a evitar sinalizações explícitas sobre o próximo corte de juros, reforçando a dependência de dados e a cautela diante das incertezas recentes. O mercado busca nuances no discurso que indiquem maior ou menor tolerância a riscos inflacionários.
Na Ásia, os juros japoneses seguem no radar após leilões recentes mostrarem forte demanda por títulos de longo prazo, movimento que ajuda a aliviar pressões na curva e influencia fluxos globais.
Balanços e juros moldam o humor em Nova York
Os futuros de Nova York operam no positivo, enquanto as bolsas europeias apresentam desempenho mais fraco antes da decisão do Fed. O ambiente reflete cautela tática, com investidores ajustando posições antes de eventos binários.
O dólar apresenta movimentos contidos, sem tendência clara, enquanto o ouro avança e renova máximas históricas, reforçando a busca por proteção em um ambiente de elevada incerteza geopolítica e econômica.
No setor corporativo, ações ligadas ao consumo discricionário europeu sofrem pressão após resultados abaixo do esperado, o que contribui para a performance mais fraca dos índices da região.
Metais preciosos sobem e Ásia sustenta risco apesar de ruídos
O ouro mantém trajetória de alta e chegou a superar US$5.200 a onça, refletindo demanda por ativos de proteção diante do cenário político e monetário global.
O petróleo segue pressionado, acumulando queda no ano, em meio a expectativas de oferta mais confortável e dúvidas sobre o ritmo da demanda global. Esse movimento ajuda a aliviar pressões inflacionárias no curto prazo.
Já o gás natural voltou ao centro das atenções com o inverno rigoroso no hemisfério norte, levando os preços acima de US$6 e reacendendo preocupações com custos de energia em algumas economias.
Mercado doméstico reage ao exterior e aguarda sinais do Copom
No mercado doméstico, os ativos tendem a acompanhar o humor externo ao longo da manhã, com a expectativa de manutenção da Selic pelo Copom amplamente precificada. O foco recai sobre o comunicado e o balanço de riscos.
A agenda fiscal também permanece no radar, com investidores atentos a diretrizes, metas e estratégias de financiamento da dívida pública, elementos-chave para a precificação da curva de juros.
No câmbio e na bolsa, movimentos devem ser contidos até as decisões centrais do dia, com ajustes mais relevantes esperados apenas após maior clareza sobre o cenário internacional e doméstico de política monetária.