Mão masculina segurando uma nota de 100 dólares, representando a queda do dólar frente ao real no encerramento do ano
Nota de dólar em destaque durante sessão de baixa da moeda norte-americana frente ao real no fechamento do ano

Na segunda-feira (26), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,2792, após ter começado o dia cotado a R$5,2849.

O dólar iniciou nesta terça-feira (27) cotado a R$5,2810.

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Confira a cotação do dólar em tempo real

Agenda de hoje – terça, 27 de janeiro de 2026

Exterior

  • 02h00 – Japão – Índice de preços ao produtor (anual)
  • 10h15 – EUA – Variação de empregos ADP (semanal)
  • 12h00 – EUA – Confiança do consumidor (jan)
  • 14h00 – Zona do Euro – Discurso de Christine Lagarde, Presidente do BCE 
  • 16h00 – EUA – Discurso de Donald Trump

 Brasil

  • 08h00 – FGV – INCC-M (jan)
  • 09h00 – IBGE – IPCA-15 (jan)

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na segunda-feira (26), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,2792, após ter começado o dia cotado a R$5,2861.

O que influencia o dólar hoje

A agenda desta terça-feira é marcada pelo IPCA-15 de janeiro, pela abertura da reunião do Copom e por dados operacionais do setor de commodities, que ajudam a calibrar as expectativas de curto prazo.

Nos Estados Unidos, o foco recai sobre a confiança do consumidor e novos pronunciamentos do presidente, com atenção aos impactos sobre economia e custo de vida.

A temporada de resultados corporativos segue no radar e contribui para definir o humor dos mercados acionários globais.

Bolsas globais operam sem direção única

As bolsas ocidentais apresentam desempenho misto antes da decisão do Federal Reserve. Em Nova York, o Dow futuro cai após o forte tombo da UnitedHealth.

Já os futuros do S&P 500 e do Nasdaq sobem, apoiados por ações de tecnologia e pela expectativa de manutenção dos juros, com atenção ao tom do Fed.

O mercado segue incorporando riscos políticos e fiscais nos EUA, mantendo postura cautelosa diante da incerteza institucional.

Europa e Ásia refletem comércio e política

Na Europa, o avanço das negociações entre União Europeia e Mercosul contrasta com a formalização de um acordo de livre comércio entre a UE e a Índia, movimento que favorece a valorização da moeda indiana.

Na Ásia, o won e o mercado acionário da Coreia do Sul renovam máximas históricas de fechamento, apesar das ameaças tarifárias vindas dos Estados Unidos.

No pano de fundo, seguem no radar o risco de novo shutdown norte-americano, a inflação ainda disseminada e os efeitos do inverno rigoroso, que levaram o gás natural a superar US$6.

Commodities limitam o fôlego do Ibovespa

A queda do minério de ferro e do petróleo Brent tende a restringir o desempenho do Ibovespa, após leve realização de lucros no pregão anterior. O índice fechou praticamente estável.

No exterior, o EWZ avança no pré-mercado, indicando interesse estrangeiro ainda presente, apesar do cenário externo mais instável.

As ações da Vale permanecem sob atenção após decisão da prefeitura de Congonhas que suspendeu alvarás de unidades, adicionando risco operacional ao papel.

Inflação doméstica e Petrobras no foco

No Brasil, o IPCA-15 de janeiro concentra as atenções, com expectativa de desaceleração na leitura mensal, influenciada principalmente pela queda da energia elétrica. No acumulado em 12 meses, a inflação deve mostrar aceleração.

A Petrobras anunciou redução de 5,2% no preço da gasolina nas distribuidoras, contribuindo para um alívio pontual nos preços ao consumidor. O ajuste ocorre em meio à queda recente do petróleo.

Com combustíveis mais baratos e recuo acumulado do Brent ao longo de 2025, analistas tendem a revisar para baixo as projeções de inflação no curto prazo, sobretudo nos índices mais sensíveis à energia.