
Opinião – André Sprone, LATAM MEXC Growth Strategy Lead
Quando comecei a acompanhar o universo das criptomoedas, ele ainda era visto como uma aposta ousada, um mercado experimental, distante da rotina do investidor e do profissional médio brasileiro. Naquela fase, pouca gente considerava que esse ecossistema pudesse se tornar parte da economia cotidiana. Hoje, esse cenário é completamente diferente. O que antes parecia um movimento de vanguarda, restrito a nichos de tecnologia, transformou-se em um ecossistema econômico consolidado, com infraestrutura, regulamentação incipiente e empresas dedicadas ao segmento e em um campo fértil para novas carreiras.
Entre janeiro e julho de 2024, o Banco Central do Brasil registrou mais de US$10 bilhões em movimentações de criptoativos, e o país figura entre os dez com maior adoção de criptomoedas no mundo, segundo o Global Crypto Adoption Index 2024, da Chainalysis. Esses números evidenciam algo maior do que o crescimento de um investimento, eles apontam para a consolidação de uma nova infraestrutura econômica, baseada em blockchain, plataformas digitais e finanças descentralizadas, que pode remodelar setores inteiros.
O mercado amadureceu, as exchanges estão mais estruturadas, os bancos tradicionais incorporam soluções baseadas em blockchain e o ecossistema de startups Web3 segue em expansão. Do meu ponto de vista, o debate deixou de ser “se” o mercado cripto vai se firmar e passou a ser “quando” e de que forma ele se integrará à economia tradicional, aos modelos de negócios estabelecidos e aos processos regulatórios.
Mas talvez o aspecto mais transformador desse movimento esteja no impacto sobre o mercado de trabalho. O avanço das criptomoedas e da tecnologia blockchain criou um conjunto de profissões que já são realidade no presente: desenvolvedores blockchain, analistas de compliance voltados a cripto, especialistas em smart contracts, profissionais de marketing Web3 e gestores de comunidades digitais. Além disso, surge uma nova geração de funções híbridas, como por exemplo: arquitetos de soluções que combinam cadeia de suprimentos e tokenização de ativos, analistas de dados com foco em finanças descentralizadas (DeFi) e consultores de governança digital para ecossistemas distribuídos. São funções que combinam tecnologia, estratégia e inovação, e que refletem uma mudança estrutural na forma como enxergamos o trabalho.
Essas profissões demandam não só saber programar ou entender finanças, mas possuir visão sistêmica, adaptabilidade e fluência tecnológica. O que antes era classificado como “profissões do futuro” hoje representa o presente de uma nova economia digital. Startups e grandes empresas já buscam talentos com conhecimento em blockchain, tokenização e finanças descentralizadas. A demanda é crescente e global, e o Brasil tem se posicionado de maneira competitiva, tanto pelo potencial de inovação quanto pela maturidade digital do seu público.
Acredito que estamos vivendo um momento de transição em que entender cripto vai além do investimento, é uma competência profissional estratégica. Para quem busca se inserir nesse mercado, compreender os fundamentos da tecnologia, acompanhar a evolução regulatória e manter-se atualizado sobre segurança digital são passos fundamentais. Em resumo: as profissões do futuro não estão mais no horizonte, já estão entre nós, e quem se antecipar a isso terá vantagem para liderar a próxima etapa da revolução digital.
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