Imagem mostra notas de dólar americano em destaque, representando a variação da moeda no mercado financeiro
Notas de dólar em destaque ilustram a movimentação do câmbio em um dia de maior cautela nos mercados globais

Na sexta-feira (23), o dólar comercial fechou com variação de +0,1%, valendo R$5,2899, após ter começado o dia cotado a R$5,2849.

O dólar iniciou nesta segunda-feira (26) cotado a R$5,2895.

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Confira a cotação do dólar em tempo real

Agenda de hoje – segunda, 26 de janeiro de 2026

Exterior

  • 06h00 – Alemanha – Avaliação da situação atual (jan)
  • 12h30 – EUA – GDPNow (Q4) 

 Brasil

  • 08h25 – Banco Central – Boletim Focus (semanal) 
  • 08h30 – Banco Central – Transações correntes (dez)
  • 08h30 – Banco Central – Investimento estrangeiro direto (dez)

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na sexta-feira (23), o dólar comercial fechou com variação de +0,05%, valendo R$5,2861, após ter começado o dia cotado a R$5,2834.

O que influencia o dólar hoje

A última semana de janeiro é marcada pela Super Quarta, com decisões do Fed e do Copom amplamente esperadas como manutenção dos juros. O foco está menos na decisão em si e mais na comunicação.

Nos Estados Unidos, ganha peso a discussão sobre a sucessão de Jerome Powell, com Rick Rieder surgindo como nome favorito. O tema adiciona incerteza institucional ao cenário monetário.

No Brasil, além do IPCA-15, entram no radar dados de trabalho e a reação dos ativos após novas máximas históricas. O pano de fundo externo segue determinante.

Cautela global antes da decisão do Fed

Os mercados internacionais operam em modo defensivo antes da reunião do Fed, pressionando futuros de Nova York e bolsas europeias. A leitura é de assimetria negativa no curto prazo.

O movimento favorece ativos de proteção, com o ouro superando US$5.000 a onça troy e a prata avançando. A busca por segurança reflete o acúmulo de riscos políticos.

A possibilidade de paralisação parcial do governo americano volta ao radar, diante da resistência de democratas ao orçamento proposto para segurança nacional.

Política e comércio ampliam a incerteza externa

A escalada recente nos Estados Unidos, incluindo o assassinato de um cidadão americano por agentes do ICE, eleva a tensão doméstica e política. O episódio aumenta a sensibilidade institucional.

Trump anunciou tarifas de 100% ao Canadá se o país avançar em um acordo com a China. Em resposta, o governo canadense descartou negociar um tratado com os chineses.

No Oriente Médio, alertas do Irã aos EUA e a operação de Israel em Gaza mantêm o risco geopolítico elevado. O cenário segue volátil.

Brasil sustenta desempenho apesar do ambiente externo

Apesar do viés defensivo global, o EWZ registra alta no pré-mercado, indicando continuidade do interesse por ativos brasileiros. Os bons ventos domésticos seguem relevantes.

O Ibovespa renovou máximas, superando os 180 mil pontos e registrando a maior alta semanal desde 2020. O fluxo externo continua sendo um fator-chave.

O dólar opera próximo da estabilidade, em torno de R$5,28, refletindo equilíbrio entre cenário externo adverso e fundamentos locais mais construtivos.

IPCA-15 e Copom orientam apostas locais

O resultado do IPCA-15 de janeiro será central para o ajuste de expectativas. Um dado benigno pode reforçar apostas em cortes de juros mais à frente.

Embora o consenso seja de manutenção da Selic em 15%, cresce a leitura de que março pode marcar o início (tardio) de um ciclo de afrouxamento monetário.

No campo político, o governo brasileiro deve adiar a decisão sobre adesão ao Conselho da Paz proposto por Trump, mantendo cautela diplomática e evitando compromissos imediatos.