
Na quinta-feira (22), o dólar comercial fechou com variação de -0,6%, valendo R$5,2849, após ter começado o dia cotado a R$5,3198.
O dólar iniciou nesta sexta-feira (23) cotado a R$5,2844.
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Confira a cotação do dólar em tempo real
Agenda de hoje – sexta, 23 de janeiro de 2026
Exterior
- 00h00 – Japão – Decisão taxa de juros
- 05h30 – Alemanha – PMI industrial (jan)
- 06h00 – Zona do Euro – PMI industrial (jan)
- 11h45 – EUA – PMI industrial (jan)
Brasil
- 08h00 – FGV – IPC-S 3° quadrissemana (jan)
- 12h00 – Banco Central – oferta de até R$5 bilhões em operações compromissadas de 6 meses
Desempenho das moedas na sessão anterior
Na quinta-feira (22), o dólar comercial fechou com variação de -0,6%, valendo R$5,2834, após ter começado o dia cotado a R$5,3190.
O que influencia o dólar hoje
Os mercados iniciam a sexta-feira atentos à reunião entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, nos Emirados Árabes Unidos. O encontro mantém elevado o grau de incerteza geopolítica.
O impasse envolvendo a Groenlândia segue como pano de fundo relevante, dada sua importância estratégica em segurança, defesa e acesso a minerais críticos. O tema continua influenciando o humor global.
O último dia do Fórum Econômico Mundial de Davos concentra discursos finais e sinalizações políticas. Investidores buscam pistas sobre coordenação internacional e possíveis desdobramentos geopolíticos.
Atividade e consumo redefinem expectativas nos EUA
As prévias de janeiro dos PMIs nos Estados Unidos entram no radar como um termômetro importante da atividade econômica no início do ano. O dado ajuda a medir a tração do setor privado.
A pesquisa de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan complementa essa leitura ao capturar expectativas de inflação e percepção de renda. O mercado observa sinais de arrefecimento ou resiliência.
Uma combinação de PMIs fracos e piora no sentimento pode reforçar ajustes defensivos. Leituras mais sólidas tendem a sustentar apostas em crescimento.
Tecnologia lidera correção em Wall Street
A forte queda da Intel, após projeções abaixo do esperado, desencadeia uma correção mais ampla no setor de semicondutores. O movimento interrompe a sequência recente de ganhos.
Papéis como Nvidia e Broadcom acompanham o ajuste, refletindo reavaliação de múltiplos e expectativas de demanda. O setor vinha concentrando parte relevante dos fluxos.
A correção em tecnologia reduz o suporte aos principais índices americanos e redistribui o risco dentro do mercado acionário.
Europa sente o peso do risco político
Mesmo com PMIs acima das estimativas, os mercados europeus recuam diante do acúmulo de incertezas geopolíticas. Os dados positivos não alteraram a percepção de risco.
Declarações de Trump sobre Irã, Otan e Groenlândia reforçam o caráter estratégico das negociações em curso. Segurança e energia seguem no centro do debate.
O avanço do petróleo reflete esse ambiente mais tenso, com impacto direto sobre inflação e política monetária no continente.
Ásia combina política e intervenção cambial
A apreciação do iene ocorre após sinalizações do Banco do Japão sobre atuação no mercado de títulos. Os juros permanecem no maior patamar em décadas.
A dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas adicionam incerteza política ao Japão. O movimento amplia a volatilidade local.
O ajuste no câmbio asiático repercute nos fluxos globais, influenciando moedas emergentes e estratégias de alocação.
Brasil entra em modo de consolidação
Após sucessivos recordes, o Ibovespa enfrenta um ambiente menos favorável para novas altas, com redução do suporte externo. A rotação setorial ganha espaço.
O fluxo estrangeiro segue relevante, mas perde intensidade diante da correção em bolsas globais e commodities.
No câmbio, o real passa a refletir mais o cenário internacional, enquanto o mercado se reposiciona antes da agenda doméstica da próxima semana.