
Os futuros de Wall Street operam em alta nesta quinta-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender tarifas relacionadas à Groenlândia, aliviando temores comerciais e impulsionando o apetite por risco nos mercados globais.
O movimento ocorre depois de uma forte recuperação das bolsas na sessão anterior, quando investidores reagiram positivamente à sinalização de um acordo futuro envolvendo minerais estratégicos e defesa.
Futuros avançam antes da abertura
Os contratos futuros indicam abertura positiva em Nova York:
- Dow Jones: +0,3%
- S&P 500: +0,5%
- Nasdaq 100: +0,8%
Apesar do otimismo, analistas alertam que movimentos no mercado futuro nem sempre se confirmam no pregão regular.
Recuo em tarifas destrava rali
Na quarta-feira, Trump afirmou que suspenderia novas tarifas contra países europeus ligadas à Groenlândia, citando um “framework de um acordo futuro”. A declaração foi feita após dias de pressão sobre os mercados, que haviam recuado com o risco de uma nova escalada comercial.
Em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente também afirmou que não pretende usar força para garantir controle sobre a região, reduzindo tensões geopolíticas.
Ações líderes puxam mercado
O alívio no cenário macro impulsionou ações de grande capitalização e setores sensíveis ao crescimento:
- Alphabet (Google) avançou cerca de 2%
- Eli Lilly subiu mais de 3%
- GE Aerospace divulgou resultados acima do esperado, sustentando o setor industrial
Bancos regionais também reagiram com força após balanços positivos, enquanto empresas ligadas à infraestrutura e tecnologia retomaram níveis técnicos relevantes.
Pequenas empresas lideram ganhos
O índice Russell 2000, que reúne small caps, avançou mais de 2% e renovou máximas, refletindo maior disposição ao risco. O desempenho superior das empresas menores reforça a leitura de rotação setorial no mercado americano.
Juros e commodities reagem
- O rendimento do Treasury de 10 anos recuou para cerca de 4,25%
- O petróleo WTI oscilou após queda inicial, negociando próximo de US$ 60 o barril
A combinação de juros em queda e alívio geopolítico favoreceu ativos de risco, especialmente ações ligadas a crescimento e tecnologia.
Volatilidade segue no radar
Apesar da recuperação, estrategistas destacam que o mercado segue sensível a declarações políticas e mudanças abruptas de narrativa. O Nasdaq ainda enfrenta resistência técnica, enquanto a volatilidade impulsionada por redes sociais e anúncios presidenciais mantém investidores cautelosos.