
A atividade econômica brasileira registrou desempenho acima do esperado em novembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (16). O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,7% na comparação mensal, já descontados os efeitos sazonais.
O resultado superou com folga a mediana das projeções do mercado, que apontava crescimento de 0,3%, conforme levantamento da Reuters. Em outubro, o indicador havia apresentado retração de 0,1%, em dado revisado.
Na comparação anual, o IBC-Br mostrou alta de 1,2% frente a novembro do ano passado. Já no acumulado de 12 meses, o indicador passou a registrar crescimento de 2,4%, segundo números sem ajuste sazonal.
Serviços e indústria sustentam avanço da atividade
A composição do índice indica uma recuperação disseminada entre os principais setores da economia. O segmento de serviços apresentou expansão de 0,64% em novembro, acelerando em relação ao mês anterior. A indústria também contribuiu de forma relevante, com avanço de 0,79%, revertendo a queda observada em outubro.
O componente que reflete a arrecadação de impostos líquidos sobre produtos — uma proxy da atividade tributável — cresceu 1,13%, reforçando a leitura de melhora no nível de atividade econômica no período.
Por outro lado, o setor agropecuário registrou leve retração de 0,27% no mês, após ter apresentado forte desempenho em outubro. Ainda assim, o índice que exclui a agropecuária avançou 0,71%, indicando que o crescimento foi sustentado principalmente por atividades urbanas.
Comparação interanual reforça leitura positiva
Na comparação com novembro de 2024, o IBC-Br total subiu 1,25%, resultado também acima das estimativas de mercado, que apontavam crescimento de 0,66%. As projeções variavam entre queda de 0,1% e alta de 2,6%.
Nesse recorte, o setor de serviços voltou a se destacar, com expansão de 2,04%, enquanto a agropecuária manteve crescimento expressivo, de 3,59%. A indústria, por sua vez, apresentou leve recuo de 0,26%, refletindo um desempenho mais irregular no segmento ao longo do ano.
Sinalização para o PIB do quarto trimestre
O resultado de novembro reforça a percepção de resiliência da economia brasileira no fim de 2025, especialmente após oscilações observadas nos meses anteriores. Embora o IBC-Br não seja uma medida oficial do PIB, o indicador é amplamente acompanhado por analistas por antecipar tendências da atividade econômica.
A leitura positiva aumenta as expectativas em torno do desempenho do PIB no quarto trimestre, em um contexto marcado por juros elevados, consumo ainda resistente e recuperação gradual de setores-chave da economia.