Prédio da bolsa de Nova York com bandeiras dos EUA em dia de alta do Dow Jones
Bolsas de Nova York fecharam em alta com alívio no petróleo e foco em balanços.

A bolsa de Nova York encerrou o pregão desta quinta-feira (15) em alta, interrompendo uma sequência de duas sessões negativas. O movimento foi impulsionado por uma combinação de resultados corporativos, alívio nos preços do petróleo e rotação para ações de menor capitalização, segundo dados do mercado americano.

O Dow Jones Industrial Average avançou 293 pontos, alta de 0,6%, enquanto o S&P 500 subiu 0,3% e o Nasdaq Composite também ganhou 0,3%. Os dados consideram o fechamento às 16h (horário de Nova York).


Petróleo recua e reduz pressão inflacionária

Um dos principais vetores do dia foi a queda dos contratos futuros de petróleo. Os preços devolveram parte dos ganhos recentes após diminuir o chamado prêmio de risco geopolítico ligado ao Irã.

O mercado também voltou a precificar a possibilidade de maior oferta com a retomada das exportações de petróleo venezuelano. Analistas destacam, no entanto, que o impacto prático tende a ser limitado no curto prazo, dado o baixo peso da Venezuela na produção global e o longo prazo necessário para um aumento relevante da oferta .

A queda do petróleo ajudou a aliviar temores inflacionários e favoreceu ações sensíveis a juros.


Small caps disparam e ampliam liderança em 2026

O Russell 2000, índice que reúne empresas de menor capitalização, voltou a subir com força e avançou 1,4% no dia. O índice acumula alta de 8,3% no início de 2026, caminhando para o melhor desempenho nos primeiros dez pregões de um ano desde 1987.

O movimento reflete uma rotação mais ampla no mercado, com investidores migrando de ações defensivas para empresas menores, sustentadas por melhora simultânea em fundamentos macroeconômicos e resultados corporativos.

Segundo estrategistas de mercado, esta é a primeira vez, em anos, que as small caps apresentam crescimento de lucros relativo ao mesmo tempo em que superam o S&P 500 em preço, reduzindo o risco de um rali de curta duração .


Prata atinge nova máxima histórica

No mercado de commodities, a prata fechou em novo recorde, com alta de 1,1%, cotada a US$ 91,876 por onça-troy. Foi o quinto pregão consecutivo de valorização, mesmo com a desaceleração dos ganhos do ouro.

Analistas apontam fundamentos sólidos para os metais preciosos, com menor volatilidade e demanda persistente por ativos considerados reserva de valor, em um ambiente de incerteza econômica global .


Ações de tecnologia e balanços no radar

Papéis do setor de tecnologia voltaram a subir após recentes correções. O mercado reagiu positivamente a balanços corporativos e ao avanço dos rendimentos dos Treasuries, sinalizando maior apetite por risco.

Entre os destaques do dia estiveram ações de grandes empresas globais dos setores de tecnologia, semicondutores, finanças e gestão de ativos, acompanhadas de perto pelos investidores diante do início mais intenso da temporada de resultados.


Inflação segue no centro das atenções

Apesar do alívio pontual, analistas alertam que a inflação continua sendo o principal fator por trás da volatilidade recente dos mercados. Oscilações nas expectativas inflacionárias ajudam a explicar movimentos bruscos nos índices, especialmente em setores mais sensíveis aos juros.

Indicadores regionais de atividade industrial nos Estados Unidos mostraram surpresa positiva em janeiro, com aceleração de novos pedidos e produção, reforçando a percepção de resiliência da economia americana.