Mão masculina segurando uma nota de 100 dólares, representando a queda do dólar frente ao real no encerramento do ano
Nota de dólar em destaque durante sessão de baixa da moeda norte-americana frente ao real no fechamento do ano

Na sexta-feira (09), o dólar comercial fechou com variação de -0,3%, valendo R$5,3718, após ter começado o dia cotado a R$5,3887.

O dólar iniciou nesta segunda-feira (12) cotado a R$5,3648.

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Agenda de hoje – segunda, 12 de janeiro de 2026

Exterior

  • 08h00 – França – Índice de preços ao consumidor da OCDE (nov)
  • 14h30 – EUA – Presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic modera conversa com presidente da NYSE
  • 14h45 – EUA – Presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin participa de conversa na Associação Bancária da Carolina do Norte
  • 20h00 – UEA – Presidente do Fed de Nova York, John Williams discursa no evento da Série C. Peter McColough sobre Economia Internacional
  • – EUA – Ministros das Finanças do G7 se reúnem em Washington para discutir metais de terras raras

 Brasil

  • 05h00 – Fipe – Índice de preços ao consumidor (semanal)
  • 08h00 – FGV – IGP-M 1ª prévia (jan)
  • 08h25 – Banco Central – Boletim Focus (semanal)
  • 15h00 – Secex – Balança comercial (semanal)

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na sexta-feira (09), o dólar comercial fechou com variação de -0,4%, valendo R$5,3646, após ter começado o dia cotado a R$5,3882.

O que influencia o dólar hoje

A semana começa com agenda mais carregada no exterior, puxada pelo CPI dos Estados Unidos, Livro Bege do Federal Reserve, além de balanços de grandes bancos americanos. Também entram no radar a balança comercial e o PIB da China.

Nos EUA, grandes bancos dão largada à temporada de balanços do quarto trimestre. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana podem calibrar expectativas sobre juros.

No Brasil, a agenda dá destaque para  a pesquisa de serviços, vendas no varejo e IBC-Br. O noticiário institucional também ganha peso com o caso do Banco Master.

Tensões com Fed pressionam Wall Street

Os futuros de Nova York operam em queda firme após o Fed receber intimação do Departamento de Justiça envolvendo possível investigação contra Jerome Powell. O episódio eleva a percepção de risco institucional.

Powell afirmou que não cedeu a pressões por cortes mais agressivos de juros durante o governo Trump. O caso reacende temores sobre perda de autonomia do Banco Central americano.

Em meio ao aumento das incertezas, os metais preciosos como ouro, prata e cobre registram forte valorização na sessão.

Geopolítica e interferências políticas ampliam volatilidade global

O cenário geopolítico chama atenção após o Irã elevar o tom contra EUA e Israel, em meio à escalada de protestos domésticos. Complementarmente, líderes da Groenlândia divulgaram comunicado reafirmando a soberania da ilha.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que sanções adicionais à Venezuela podem ser suspensas temporariamente para facilitar as vendas de petróleo. A sinalização repercute nos mercados de energia.

Na sexta-feira, Donald Trump defendeu um teto de 10% para juros de cartões de crédito por um ano. A proposta pressiona expectativas do setor financeiro.

Acordo Mercosul–UE volta ao foco

O mercado segue repercutindo o acordo histórico entre Mercosul e União Europeia, fechado na sexta-feira. O tema volta ao centro das discussões econômicas e comerciais.

Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil pode obter melhores condições tarifárias para acessar seu segundo maior destino de exportações. O avanço é visto como estrutural para o comércio exterior.

O acordo ocorre em um momento de reorganização das cadeias globais. O impacto tende a ser observado de forma gradual, especialmente no agronegócio.

Caso Master mantém peso institucional

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reúne com o ministro do TCU, Vital do Rêgo Filho, para tratar da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em 18 de novembro.

O encontro ocorre após auditores do Tribunal de Contas da União constatarem que o Banco Central atuou corretamente em todas as etapas do processo. A interlocução entre as instituições entra no radar.

A condução do caso segue acompanhada pelo mercado, diante da repercussão recente e do envolvimento do TCU. O tema permanece relevante para o ambiente doméstico.