
O Ibovespa fechou esta quarta-feira (7) em queda de 1,03%, aos 161.975,24 pontos, pressionado principalmente pelo desempenho negativo dos grandes bancos. Apesar do recuo do índice, Vale e Petrobras conseguiram encerrar o pregão em alta, ajudando a limitar perdas mais amplas.
O volume financeiro movimentado foi de R$ 25,3 bilhões.
Bancos puxam queda do índice
As ações do setor financeiro lideraram as perdas do pregão. Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander recuaram de forma consistente, refletindo um movimento de correção após as altas recentes e o aumento da cautela dos investidores diante do cenário internacional.
Nem mesmo a B3 conseguiu escapar do movimento de aversão ao risco e também fechou no campo negativo.
Vale e Petrobras sustentam parte do mercado
Na contramão do índice, Vale (VALE3) subiu 0,59%, acompanhando a forte alta do minério de ferro na China, enquanto Petrobras (PETR4) avançou 0,64%, apesar da queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
Analistas destacam que o desempenho das duas companhias ajudou a conter uma queda ainda maior do Ibovespa no pregão.
Dólar sobe e juros futuros recuam
O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,386, registrando a primeira valorização da moeda americana em 2026.
Já os juros futuros (DIs) fecharam em queda ao longo de toda a curva, refletindo ajustes nas expectativas econômicas e a leitura dos dados internacionais.
Dados dos EUA e geopolítica pesam no humor
O mercado também reagiu aos dados de emprego dos Estados Unidos, que vieram abaixo do esperado, tanto no relatório ADP quanto no JOLTs. Em Nova York, os principais índices fecharam sem direção única.
No cenário externo, as tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos, incluindo desdobramentos na Venezuela e declarações sobre a Groenlândia, aumentaram a cautela global e impactaram os ativos de risco.