
Na segunda-feira (17), o dólar comercial fechou com variação de 0,6%, valendo R$5,3304, após ter começado o dia cotado a R$5,2969.
O dólar iniciou esta terça-feira (18) cotado a R$5,3294.
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Confira a cotação do dólar em tempo real
Agenda de hoje – terça, 18 de novembro de 2025
Exterior
- 08h30 – Chile – PIB (3º tri)
- 10h00 – Reino Unido – Economista-chefe do BoE, Huw Pill participa de conversa sobre “conduzir política monetária em mundo incerto”
- 12h00 – EUA – Encomendas à indústria (ago)
- 12h00 – EUA – Índice de confiança das construtoras (nov)
- 12h30 – EUA – Diretor do Fed, Michael Barr participa de evento da Kolgod School of Business
Brasil
- 05h00 – Fipe: Índice de preços ao consumidor (semanal)
- 08h00 – FGV: Índice de preços ao consumidor Capitais (semanal)
- 08h00 – FGV: Segunda prévia do IGP-M (nov)
- 11h30 – BC: oferta até 45 mil contratos de swap cambial (US$2,25) bilhões, em rolagem
Desempenho das moedas na sessão anterior
Na segunda-feira (17), o dólar comercial fechou com variação de 0,7%, valendo R$5,3308, após ter começado o dia cotado a R$5,2961.
O que influencia o dólar hoje
Os mercados iniciam a terça-feira atentos aos indicadores dos EUA, às declarações de dirigentes do Federal Reserve e na expectativa pelo balanço da Nvidia, previsto para amanhã.
No Brasil, a agenda econômica é enxuta e cresce a expectativa por sinalizações de Washington sobre tarifas e relações comerciais.
Em Brasília, a Câmara deve votar o Projeto de Lei Antifacção, enquanto investidores monitoram a atuação do Tesouro e as declarações do Banco Central, depois da liquidação do Banco Master.
Os dados represados nos EUA devem começar a sair nesta semana
Os mercados internacionais operam em cautela depois da longa paralisação administrativa do governo Trump, que adiou a divulgação de indicadores importantes, incluindo o payroll. BLS prevê para quinta-feira a divulgação dos dados.
Futuros de NY caem com temor de bolha em ações de inteligência artificial e diante das divergências internas do Fed sobre o rumo dos juros.
Os Treasuries seguem em baixa, enquanto o dólar perde tração, refletindo a busca por proteção, em ativos concorrentes da moeda americana, e dúvidas sobre decisões monetárias em dezembro.
Na Europa a espera é a mesma da América
Na Europa, as bolsas recuam à espera do balanço da Nvidia e dos dados represados nos Estados Unidos. A ansiedade em torno dos dados se dá pelas seguintes perguntas: existe uma bolha em IA? O Fed vai seguir com um novo corte de juros em dezembro?
O iene subiu após o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, afirmar que monitora o câmbio, em reunião com a premiê Sanae Takaichi.
Na Ásia, o petróleo recua com preocupações sobre o crescimento global e após notícias de que o governo Trump avalia liberar exploração na costa da Califórnia.
Apesar do escândalo do Banco Master, mercado doméstico deve reagir ao setor externo
Com a agenda doméstica fraca, o Ibovespa segue vulnerável ao cenário internacional e à política econômica apertada, que limita crédito e investimento.
A queda do petróleo pressiona o índice, embora o minério de ferro na China tenha subido 1,41%, ajudando parcialmente a equilibrar o movimento.
Há também impacto negativo da liquidação extrajudicial do Banco Master pelo BC e da operação da PF contra crimes no mercado financeiro.
Disputas políticas em foco no Congresso
O dólar cai com Treasuries mais fracos e maior aversão ao risco global, enquanto os juros futuros – também caem – respondem ao ambiente externo e à incerteza política.
No Congresso, avança o Projeto de Lei Antifacção, que deve ser votado ainda hoje na Câmara. Embora o projeto não verse sobre economia, ele servirá como um termômetro para a força política do alto escalão do Congresso. Essa disputa será importante na corrida eleitoral de 2026, que já começou.
Investidores monitoram ainda as negociações com os EUA e a evolução das discussões fiscais, que mantêm o mercado em alerta.
Comércio exterior e diplomacia
No comércio exterior, o Brasil busca alternativas aos EUA, com a liberação de exportações de noz-pecã e amêndoas de macadâmia à Coreia do Sul e Malásia.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou a retomada do pré-listing para exportadores de frango e ovos à União Europeia.
Por outro lado, espera-se algum anúncio em relação às tarifas brasileiras por Marco Rubio, o secretário de Estado dos EUA.