sexta-feira

Dólar hoje: PCE em foco, bolsas em correção, petróleo em queda e tensões comerciais

O dólar hoje reage ao núcleo do PCE nos EUA, bolsas em correção, petróleo em queda e tensões comerciais entre Brasil e EUA. Confira os destaques do dia.

Dólar hoje
O dólar hoje reage ao núcleo do PCE nos EUA, bolsas em correção, petróleo em queda e tensões comerciais entre Brasil e EUA. Confira os destaques do dia.

Na última quinta-feira (28), o dólar comercial fechou com variação de -0,1%, valendo R$5,4129, após ter começado o dia cotado a R$5,4188.

O dólar iniciou esta sexta-feira (29) cotado a R$5,4129.

Acompanhe nossa análise diária.

Confira a cotação do dólar em tempo real

Agenda de hoje – sexta, 29 de agosto de 2025

Exterior

  • 03h00 – Alemanha – Vendas no Varejo (jul)
  • 03h45 – França – PIB (2º tri)
  • 04h55 – Alemanha – Taxa de Desemprego (ago)
  • 05h00 – Itália – PIB (2º tri)
  • 09h00 – Alemanha – IPC (ago)
  • 09h30 – EUA – Índice de Preços PCE (jul)
  • 11h00 – EUA – Expectativas de Inflação Michigan (ago)

Brasil

  • 08h30 – Bacen: Dívida Bruta/PIB (jul)
  • 08h30 – Bacen: Resultado consolidado do setor público (jul)
  • 10h15 – FGV: Indicador de incerteza da economia (ago)
  • 10h30 – BC: leilão de linha (até US$ 1 bilhão) para rolagem do vencimento de 03/09/25
  • 16h00 – Aneel: Divulgação da bandeira tarifária de setembro

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na última quinta (28), o dólar comercial (compra) fechou em queda de 0,2%, cotado a R$5,4060, após ter começado o dia cotado a R$5,4150.

O que influencia o dólar hoje?

Outline: escreva uma introdução de 100 palavras a partir do texto recém enviado que resume os pontos principais do texto , incluindo a palavra-chave, e faça um convite à leitura. Mas atenção, devem ser várias parágrafos e de blocos curtos. Por volta de 3 linhas por parágrafo 

O dólar hoje oscila diante da divulgação do núcleo do PCE de julho, indicador que serve como termômetro da inflação americana e referência para o Federal Reserve.

As bolsas de Nova York recuam levemente, após uma série de recordes na véspera, enquanto o mercado aguarda sinais sobre a trajetória dos juros nos EUA.

No cenário internacional, os preços do petróleo seguem pressionados, refletindo a combinação entre oferta elevada da Opep e tensões envolvendo a Rússia e a Ucrânia.

No Brasil, as atenções se voltam para a resposta do governo Lula às tarifas impostas por Trump, com possibilidade de retaliação via Lei da Reciprocidade Econômica.

PCE e expectativas sobre juros nos EUA

O núcleo do PCE de julho será divulgado nesta sexta-feira e deve mostrar alta mensal de 0,3%, mantendo a taxa anual em 2,9%. O indicador é o preferido do Fed para monitorar a inflação.

Apesar das expectativas alinhadas, há risco de surpresas devido às tarifas generalizadas adotadas pelo governo Trump. O recente avanço no índice de preços ao produtor reforça essa cautela.

Parte do mercado aposta que o Fed cortará os juros em setembro, após mantê-los estáveis nos últimos meses. O diretor Christopher Waller defendeu abertamente o início do ciclo de cortes já no próximo mês.

Bolsas de Nova York realizam lucros

Os índices futuros das bolsas de Nova York operavam em leve correção, após recordes históricos na sessão anterior. Às 7h, o S&P 500 futuro caía 0,26%, o Nasdaq 100 recuava 0,49% e o Dow Jones cedia 0,29%.

Na quinta-feira, o S&P 500 avançou 0,3% e renovou sua máxima histórica. O Nasdaq Composite ganhou 0,5% e o Dow Jones subiu 0,2%, também em novo recorde.

Mesmo com a correção desta manhã, os três índices caminham para encerrar agosto com ganhos consistentes, sustentados pelo otimismo com balanços e perspectivas econômicas.

Petróleo recua, mas semana é positiva

Os contratos futuros de petróleo operavam em queda nesta sexta-feira, mas ainda acumulam ganhos na semana. O Brent recuava 0,5% e o WTI cedia 0,6%, refletindo ajustes técnicos.

O mercado avalia o impacto da temporada de viagens nos EUA, que termina no feriado do Dia do Trabalho. A demanda tende a desacelerar nas próximas semanas.

Apesar disso, o petróleo avançou cerca de 1% na semana, impulsionado por ataques ucranianos a instalações russas e pelo prolongamento do conflito no Leste Europeu.

Brasil avalia retaliação contra os EUA

O presidente Lula autorizou o início do processo para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os EUA, em resposta às tarifas de 50% impostas por Trump a produtos brasileiros.

A decisão agora está nas mãos da Camex, que terá 30 dias para avaliar possíveis contramedidas. Essa poderá ser a primeira aplicação prática da nova legislação.

O governo sinaliza que mantém o diálogo aberto, mas prepara também alternativas jurídicas. Para Alckmin, a resposta pode incentivar uma negociação, à semelhança da estratégia adotada pela China.

Além disso, serão divulgados os dados fiscais do setor público consolidado para agosto e também a taxa de desemprego de julho.