Ibovespa

Com aversão a risco e desemprego nos EUA, Ibovespa amplia perdas para 2%; dólar beira R$ 5,30

3 ABR 2020 • POR Redação SpaceMoney • 11h04
O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, operava em campo negativo durante o pregão desta sexta-feira (03), com os dados sobre desempregos nos Estados Unidos e aversão ao risco no radar. Por volta das 11h, as perdas eram de 2,3%, aos 70.594,61 pontos. O dólar comercial era negociado com valorização de 0,63% ante o Real, cotado a R$ 5,299. O Ibovespa fechou a última sessão com ganhos, após dois dias de perdas. No começo da semana, na segunda-feira, o índice encerrou o pregão no positivo. Na semana passada, teve pregões seguidos de alta, sentindo os estímulos dos pacotes econômicos ao redor do mundo, mas, na sexta-feira, teve perdas. [better-ads type="banner" banner="47405" campaign="none" count="2" columns="1" orderby="rand" order="ASC" align="center" show-caption="1"][/better-ads] Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje: Mercados internacionais No Japão, o Nikkei teve leve alta de de 0,1%. Já a Bolsa de Xangai encerrou o pregão em queda de 0,6%. Em Nova York, Dow Jones tinha leve queda, de 0,05%, enquanto o S&P ganhava 0,18%. A Nasdaq subia 0,27%. Na Europa, DAX 30 operava com ligeira alta, 0,09%, enquanto o FTSE 100 caía 0,68%. Já o índice CAC 40 cedia 0,77%. Coronavírus A pandemia do novo coronavírus continua a avançar. No Brasil, o número de casos passa de 8 mil, com 328 mortes registradas. No mundo, são mais de 1 milhão de ocorrências, com mais de 50 mil óbitos. Petróleo O commodity registrou as maiores altas diárias de sua história ontem, com o brent avançando 21% e o WTI disparando quase 25%. A retomada aconteceu depois do presidente norte-americano, Donald Trump, sinalizar um possível acordo entre Arábia Saudita e Rússia sobre a produção do óleo. A expectativa de uma reunião da OPEP na próxima segunda, onde pode ser decidida uma redução na oferta, também animou os mercados. Dados econômicos Hoje as atenções se voltam para o payroll dos Estados Unidos, que mostrou a declínio de 701 mil vagas de emprego no último mês. A queda nos postos de trabalho era esperada, uma vez que, ontem, os dados do seguro-desemprego já mostraram forte destruição de vagas, com 6,6 milhões de norte-americanos pedindo o benefício. Os números de outros pontos do globo também revelam a força da pandemia. Na Europa e no Japão, o PMI composto, que mede o desempenho do setor industrial e de serviços, atingiu seu menor nível na história: 29,7 para a Zona do Euro e 36,2 no país asiático. No Brasil No cenário interno, as tensões se renovaram com Jair Bolsonaro afirmando que falta “humildade” para o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta. Por outro lado, o líder do Executivo afirmou que não vai demitir o subordinado “durante a guerra”. O presidente também insistiu em reabrir o comércio, parado com a quarentena, via decreto.