Segundo o g1, ao responder a perguntas no SP1, da TV Globo, nesta terça-feira (15), Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição ao governo paulista, prometeu construir dez presídios, seguir com concursos nas polícias Civil e Militar, relativizou o resultado paulista no Ideb e comentou acidentes e episódios de desabastecimento envolvendo a Sabesp.

Na segurança, Tarcísio defendeu mudanças na legislação para limitar vantagens de quem reincide no crime e disse que é preciso elevar o custo do crime. Para ele, o combate não funciona se os mesmos infratores voltam a ser detidos pelas mesmas condutas. Ele afirmou ter levado propostas aos presidentes da Câmara e do Senado, sem defender encarceramento em massa, mas mais percepção de risco. Sobre a superlotação, prometeu dez novos presídios em quatro anos, descritos como modernos e estruturados para aliviar a pressão. O SP1 citou um levantamento do Tribunal de Contas estadual: há 76 mil detentos além das vagas, e o déficit exigiria mais de 50 unidades. O governador disse que o sistema está bem controlado, com remanejamentos e separação por periculosidade e facção, e que a expansão depende das condições fiscais. Na polícia, o efetivo da PM está 7,3 mil abaixo do registrado em 2017; ele mencionou previsão de 3,5 mil novos agentes e afirmou que as contratações superam as saídas.

Na educação, ele foi confrontado com o não cumprimento das metas do Ideb nas séries finais do fundamental e no ensino médio. Conforme os números apresentados, São Paulo alcançou 5,2 em 2025 na etapa final do fundamental, abaixo da meta de 5,8, e 4,3 no médio, diante da meta de 5,1. Tarcísio ressaltou que as notas subiram — de 5,1 para 5,2 no fundamental — e citou o Pisa, pedindo que se considere o avanço do ensino técnico. Ele também reconheceu que não deve atingir a promessa de campanha de ter 60% dos alunos em tempo integral. Hoje, cerca de um terço dos matriculados está nessa modalidade. O governador prometeu ampliar em 500 unidades as escolas integrais, mas, ao ser perguntado sobre a meta de 60%, disse: “Não devemos chegar”.

Sobre a Sabesp, Tarcísio lamentou as mortes em acidentes e relacionou as ocorrências e a falta d’água à velocidade acelerada das intervenções para cumprir o compromisso de levar saneamento a todos os 371 municípios da área atendida até 2029. Ele afirmou que a empresa mudou procedimentos, criou um departamento ligado à presidência e passou a priorizar métodos não destrutivos. Os episódios de desabastecimento, disse, têm relação com investimentos, como novas adutoras e reservatórios, e com a substituição de uma rede antiga, que perde cerca de 5 m³/s. Ele defendeu os resultados após a privatização, citando o volume de esgoto tratado, que cresceu 1 bilhão de litros por mês, redução de 22% no lançamento sem tratamento e atendimento ampliado a mais de 1,5 milhão de casas. Também reconheceu cobranças indevidas e disse que a companhia revisa os casos.

No início da entrevista, ele comentou as investigações do Banco Master e negou impacto na campanha. Defendeu apuração ampla, com transparência e punição dos responsáveis, e disse que o país atravessa um momento de exaustão ética. Segundo ele, as informações devem vir a público.