O g1 informou que a reunião do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o documento da Polícia Federal (PF) a respeito do vínculo entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, teve embates e gestos de proximidade. Os trabalhos, previstos para as 10h, começaram às 10h22 e foram abertos por Edson Fachin.

Conforme o relato, Moraes, alvo do relatório, ficou boa parte do tempo no celular. André Mendonça, que pediu o material à PF, anotava. Gilmar Mendes e Dias Toffoli conversavam e examinavam um documento. Flávio Dino foi o derradeiro a chegar, na companhia de Paulo Gonet, procurador-geral da República, e cumprimentou advogados. No outro extremo do plenário, Kássio Nunes Marques, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux permaneceram em silêncio; até a interrupção, só Zanin e Cármen Lúcia não haviam se manifestado.

A tensão apareceu quando surgiu divergência entre Dino e Fachin quanto às regras do tribunal, durante a explicação de Toffoli sobre sua recusa em votar. Moraes e Mendonça também bateram boca mais de uma vez. Ao citar uma “PF paralela”, Mendonça recebeu olhar de Moraes. Já quando Gilmar criticou a relatoria de Mendonça, este balançou a cabeça em discordância.

Após concluir sua fala, Toffoli recebeu de um assistente um bilhete de Mendonça, leu e guardou. Com a suspensão temporária do julgamento, o clima ameneou: Gilmar e Moraes saíram lado a lado, em conversa, e Dino continuou dialogando com Mendonça. Antes de todos deixarem o plenário, Dino abraçou Fachin; os dois saíram juntos, seguidos por Fux, Zanin e Cármen Lúcia.