A 170ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça-feira (15), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de primeiro e de segundo turno da corrida presidencial de 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula soma 40,6% das intenções de voto, contra 30,4% do adversário. Em uma disputa direta de segundo turno, o placar é de 47,3% a 40% — uma diferença de 7,3 pontos percentuais, inferior aos nove pontos de vantagem registrados em agosto.
O levantamento foi produzido pela CNT em parceria com o Instituto MDA Pesquisa e ouviu 2.002 pessoas em todo o Brasil. É a edição de setembro de uma série de acompanhamento que já teve rodadas divulgadas em abril, junho e agosto.
Primeiro turno: Lula tem 40,6% e Flávio, 30,4%
Na pesquisa estimulada, formato em que o entrevistado recebe uma lista com os nomes dos candidatos, Lula aparece com 40,6%, abaixo dos 42,4% que registrava em agosto. Flávio Bolsonaro cresceu de 28,7% para 30,4% na mesma comparação.
Augusto Cury (Avante) marca 6%, depois de aparecer com 1,2% na rodada anterior. Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, ante 6% em agosto. Renan Santos (Missão) chega a 2,7%, praticamente estável em relação aos 2,8% anteriores. Os demais candidatos ficam abaixo de 2%.
Brancos e nulos somam 6%, contra 6,8% em agosto, e os indecisos representam 7,5%, ante 7,2% na medição anterior.
Segundo turno: cinco cenários testados
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente marca 47,3% (48% em agosto) e o senador, 40% (39,1%). Brancos e nulos representam 10,2% nesse cenário, contra 10,6% na rodada anterior, enquanto os indecisos somam 2,5%.
A pesquisa testou outros quatro confrontos diretos. Diante de Augusto Cury, Lula tem 45,3% e o adversário, 38,4%. Contra Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 46,4%, ante 37,3%. Em um duelo com Renan Santos, o placar é de 47,3% a 33,9%. Já em um cenário contra Romeu Zema, Lula soma 47,7% e o outro nome, 34,9%.
Pesquisa espontânea: indecisos caem para 20,8%
Quando o entrevistado não recebe uma lista de candidatos e responde livremente, Lula registra 36,6% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 26,7%. Augusto Cury alcança 4,4%, Ronaldo Caiado, 1,6%, e Renan Santos, 1,5%; os demais nomes ficam abaixo de 1%.
Brancos e nulos somam 7,8% nesse formato, acima dos 6,5% apurados em agosto. Os indecisos representam 20,8%, uma queda expressiva frente aos 31% da rodada anterior.
Avaliação do governo e aprovação de Lula
A avaliação negativa do governo federal, que reúne as respostas ruim e péssimo, chegou a 39,4%, acima dos 36,2% de agosto. A parcela que considera a gestão ótima ou boa recuou de 35,3% para 33,8%. Outros 25,4% classificam o governo como regular, e o percentual de respostas péssimo subiu de 27,4% para 30,9%.
Na avaliação pessoal do presidente, a desaprovação alcança 49,7%, contra 48,2% na rodada anterior, enquanto a aprovação recuou de 47,3% para 45,9%. Não souberam ou não responderam 4,4% dos entrevistados.
Decisão de voto e receios sobre o resultado
Entre os eleitores que já indicaram um candidato, 79,8% dizem que a escolha é definitiva, e 20,2% admitem que ainda podem mudar de voto. Em agosto, o índice dos que se declaravam decididos era de 71,2%.
Sobre o desfecho da eleição, 35,5% dos ouvidos citam como temor principal o retorno de alguém da família Bolsonaro ao governo. A continuidade do governo Lula preocupa 34,7% dos entrevistados. O levantamento mediu ainda quantos eleitores foram alcançados pela propaganda em rádio e TV e analisou as escolhas de voto entre pessoas que dividem o mesmo domicílio.
Como foi feita a pesquisa
O trabalho de campo ocorreu entre 9 e 13 de setembro de 2026, com 2.002 entrevistas presenciais realizadas em domicílios e em pontos de fluxo de todas as regiões brasileiras. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral é o BR-06902/2026.





