Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante evento em Brasília
Presidente Lula: reprovação de 48% e aprovação de 45% na pesquisa Quaest

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece dividido na mais recente pesquisa Quaest: 48% dos eleitores desaprovam a administração, enquanto 45% aprovam. A avaliação é divulgada em meio às investigações da Polícia Federal que envolvem Lulinha, filho do presidente, e já é associada a prejuízo político por maioria do eleitorado.

Em relação a agosto, os índices ficaram praticamente estáveis: a reprovação seguia em 48% e a aprovação era de 46%. Na avaliação qualitativa, 37% classificam o governo como negativo, 35% como positivo e 25% como regular.

Economia segue como ponto de pressão

Os números de aprovação convivem com percepção negativa sobre a economia. Para 49% dos entrevistados pela Quaest, a situação econômica piorou nos últimos 12 meses; 29% dizem que ficou igual e 19%, que melhorou.

A carestia aparece com força no recorte mais recente: 67% afirmam que os preços dos alimentos subiram no último mês, ante 22% que relatam estabilidade e 9% que percebem queda.

Caso Lulinha: 65% veem prejuízo eleitoral

A pesquisa Quaest também mediu o impacto das investigações sobre Lulinha, filho do presidente. Para 65% dos eleitores, a apuração prejudica a campanha de Lula: 40% afirmam que atrapalha muito e 25%, um pouco. Outros 31% não veem prejuízo e 4% não souberam responder.

A maioria desaprova a reação do presidente ao caso. Segundo o levantamento, 54% consideram que Lula não deu explicações convincentes sobre as investigações; 22% avaliam que os esclarecimentos foram suficientes, e 24% não souberam ou não responderam.

55,1% veem impacto direto no governo

O efeito político do caso não se restringe à disputa eleitoral. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 31 de agosto aponta que 55,1% dos entrevistados afirmam que o “caso Lulinha” afeta diretamente o governo Lula.

A Polícia Federal investiga o filho do presidente em três inquéritos sobre suposto tráfico de influência em contratos federais. As duas pesquisas capturam, portanto, um cenário no qual o desgaste provocado pelo caso ocorre em paralelo à avaliação econômica negativa da população.

Metodologia

A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país entre 30 de agosto e 1º de setembro, com entrevistas presenciais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07065/2026.