
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não participar do debate presidencial da Band, marcado para o próximo domingo (23), e alegou desigualdade de condições no evento. A informação foi publicada neste domingo (17) pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo. A campanha do petista ainda não havia confirmado oficialmente a decisão até a atualização mais recente da CNN Brasil, que apontava que auxiliares seguiam avaliando o caso e que o presidente teria desautorizado qualquer confirmação antecipada. A ausência de Lula ocorre após o petista ter feito queixas sobre o formato do debate e ter demonstrado sensibilização com a decisão da emissora de transferir a data do encontro.
Inicialmente, o primeiro debate presidencial da Band estava marcado para o último domingo (16), o que coincidiria com a largada da campanha eleitoral e com o ato promovido pelo PT no Estádio da Vila Euclides, no ABC Paulista. Com a mudança, o Grupo Bandeirantes de Comunicação passou a trabalhar com uma margem ampla para realizar o evento entre os dias 16 e 23 de agosto. O debate presidencial da Band adotará em 2026 um formato que permite aos candidatos administrar parte do próprio tempo de fala. O encontro está marcado para 23 de agosto, às 20h, nos estúdios da emissora em São Paulo, com transmissão conjunta de TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan. Os jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo foram anunciados como mediadores.
Na abertura do formato divulgado pela emissora, os participantes respondem a perguntas programáticas dos mediadores. Cada candidato terá dois minutos para a resposta, seguindo uma ordem definida previamente por sorteio. Nas rodadas seguintes, perguntas feitas por jornalistas ou pelos próprios adversários terão até um minuto. O candidato questionado receberá um banco de quatro minutos, que poderá dividir livremente entre a resposta inicial e a tréplica. Também estão previstos confrontos diretos entre os presidenciáveis. A Band ainda não divulgou a lista definitiva de participantes do encontro.
Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deve ser assegurada a participação de candidatos de partidos, federações ou coligações que tenham representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Para as eleições de 2026, a representatividade usada nesse cálculo foi divulgada pelo TSE na portaria nº 473. A legislação permite a realização de um debate mesmo sem o comparecimento de um dos candidatos, desde que o veículo comprove que enviou o convite com antecedência mínima de 72 horas em relação ao início do encontro. O prazo, porém, não representa uma obrigação para o candidato comparecer.
Além do debate da Band, outros encontros já foram anunciados para o primeiro turno. O debate de 14 de setembro será organizado por CNN Brasil, Exame, Metrópoles, Nova Brasil FM, Rádio Itatiaia, RedeTV!, Rede Vida, SBT, SBT News, Terra e VEJA+ TV. Record e Estadão marcaram seu encontro para 27 de setembro, às 21h. A Globo fará o último dos debates presidenciais anunciados até agora em 1º de outubro, logo após o Jornal Nacional, com transmissão também pela GloboNews e pelo g1. O último dia para a realização de debates no rádio e na televisão antes do primeiro turno de 2026 será 1º de outubro. A decisão de Lula deve impactar o calendário eleitoral e a estratégia da campanha petista, que tem privilegiado entrevistas a podcasts em vez dos formatos tradicionais de comunicação eleitoral.





