Levantamento da Genial/Quaest, realizado entre 31 de julho e 3 de agosto, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém desempenho superior entre as eleitoras em todos os confrontos de segundo turno divulgados. O estudo, que entrevistou 2.004 pessoas, aponta ainda que os adversários do petista conseguem reduzir ou mesmo inverter a vantagem quando o recorte é o eleitorado masculino, com margem de erro de dois pontos porcentuais.
Força do petista no eleitorado feminino
No enfrentamento com Flávio Bolsonaro, do PL, o atual presidente reúne 47% das intenções de voto entre as eleitoras, contra 35% do senador. Quando os oponentes são Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, a vantagem feminina de Lula é ainda maior: 50% a 29% em ambos os cenários.
Os percentuais revelam que a campanha petista encontra no segmento feminino o principal colchão de votos para uma eventual disputa decisiva. A diferença de 21 pontos porcentuais diante dos governadores indica uma rejeição robusta às candidaturas conservadoras nesse público, um dado que já orienta as estratégias de comunicação das campanhas.
No primeiro cenário, a distância é de 12 pontos, o que demonstra que o senador do PL tem desempenho feminino superior ao de Caiado e Zema, mas ainda insuficiente para equilibrar a disputa nesse recorte.
Inversão de preferência no eleitorado masculino
No eleitorado masculino, o quadro se transforma. No embate com Flávio Bolsonaro, o senador alcança 44% das menções, invertendo a posição em relação a Lula, que fica com 40%. Já contra Caiado, a vantagem é do ex-governador, que soma 46% ante 41% do presidente. No duelo com Zema, Lula aparece com 43% e o governador de Minas Gerais, com 40%, dentro da margem de erro.
Essa inversão de preferência por gênero é um dos achados mais relevantes da sondagem. Enquanto as mulheres concentram seus votos no atual presidente, os homens distribuem mais as intenções entre os candidatos de oposição, criando um cenário eleitoral fragmentado.
No caso de Caiado, a vantagem de 21 pontos no público feminino é quase compensada pela dianteira de 5 pontos no eleitorado masculino. Esse equilíbrio parcial mostra que nenhum dos postulantes consegue, neste momento, consolidar uma liderança nacional robusta.
Impactos na estratégia das campanhas
A pesquisa indica que a disputa deste ano tende a ser decidida em uma segunda rodada, considerando a distribuição dos votos entre os segmentos pesquisados. A força de Lula no público feminino é contrabalançada pela capilaridade dos adversários no eleitorado masculino, o que pode levar a um cenário de empate técnico nas eleições gerais.
Os números também servem de termômetro para as estratégias de comunicação. A base feminina, mais alinhada ao atual governo, exige uma atenção especial dos concorrentes para reduzir a rejeição; já o petista precisa melhorar sua performance com os homens, onde os adversários demonstram mais competitividade.
O levantamento tem margem de erro de dois pontos porcentuais, o que mantém acesa a disputa e reforça a importância da reta final para a consolidação de votos. A tendência é que os próximos monitoramentos indiquem se as estratégias de aproximação com o eleitorado masculino surtirão efeito nos índices de intenção de voto.





