Decisão da Justiça italiana anula extradição de Carla Zambelli para o Brasil
Juízes italianos anulam pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli

A Justiça italiana anulou o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli feito pelo Brasil, conforme decisão divulgada nesta sexta-feira (12). O tribunal corrigiu informações anteriores que apontavam para uma absolvição, esclarecendo que o mérito não foi julgado. A medida altera o curso do processo diplomático entre os dois países e abre nova fase de negociações.

Entenda a decisão da Justiça italiana

Os magistrados italianos decidiram anular o pedido de extradição formulado pelo governo brasileiro contra Zambelli. Isso significa que o pedido foi considerado inválido ou improcedente por questões processuais, sem análise do conteúdo das acusações. A decisão foi publicada às 10h11 (horário de Brasília) e corrige a informação anterior de que havia absolvição. A anulação não equivale a uma rejeição definitiva, mas impede que a extradição prossiga neste momento.

Carla Zambelli, deputada federal cassada, responde a investigações no Brasil por supostos atos antidemocráticos e invasão de sistemas. A defesa da ex-parlamentar comemorou a anulação, enquanto o governo brasileiro estuda os próximos passos legais. O Itamaraty deve analisar se apresentará novo pedido ou recorrerá da decisão.

Repercussões e próximos passos

A anulação do pedido de extradição tem impacto direto na agenda política nacional, especialmente no que diz respeito à cooperação jurídica internacional. O caso envolve acusações de tentativa de golpe e participação em atos de 8 de janeiro, que levaram à cassação do mandato de Zambelli. A decisão italiana pode influenciar o andamento de processos semelhantes contra outros investigados no exterior.

Você pode acompanhar os bastidores e as principais decisões da política em tempo real aqui na SpaceMoney. A expectativa é que o governo federal recorra ou apresente novas provas para tentar reverter a situação. Especialistas apontam que a anulação pode atrasar o julgamento final, mas não encerra as possibilidades de extradição.