O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) não apresentou um nome alternativo para concorrer ao governo do Distrito Federal e segue como candidato na eleição de 2026. O prazo para substituição de candidaturas terminou às 23h59 da última segunda-feira (14), a exatos 20 dias do primeiro turno, sem que o partido indicasse outro postulante.

Com a ausência de um substituto, seu nome continua na disputa enquanto a Justiça Eleitoral examina os recursos movidos contra o indeferimento do registro, conforme apurou a Estadão Conteúdo. O caso mantém o Distrito Federal no centro da agenda de política eleitoral nas semanas que antecedem a votação.

O que a regra do TSE permitia

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o prazo encerrado na segunda-feira autorizava partidos, federações e coligações a trocar candidaturas indeferidas, canceladas ou cassadas, além de situações de renúncia e falecimento. A norma alcança tanto cargos majoritários quanto proporcionais.

No caso de Arruda, o registro foi negado em primeira instância, mas existe recurso aguardando julgamento em instância superior, o que sustenta a permanência do nome nas urnas até uma definição final.

Inelegibilidade até 2030

Em 3 de setembro, o relator do processo, desembargador Guilherme Pupe, declarou Arruda inelegível até 2030, decisão fundamentada em condenações por improbidade administrativa e na incidência da Lei da Ficha Limpa. O voto foi acompanhado pelos desembargadores André Puppin, Leonor Aguena, Asiel Henrique e João Egmont.

No Distrito Federal, três das 11 candidaturas ao governo tiveram o registro indeferido: além do ex-governador, Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB).