Uma briga aberta por uma vaga ao Senado Federal em São Paulo expõe um racha profundo dentro do campo bolsonarista. De um lado, Ricardo Salles e Luciano Hang, aliado ao empresário João Marcelo Frias. Do outro, Eduardo Bolsonaro, que defende sua própria candidatura ou de um nome de sua confiança para a disputa de 2026.
Os lados do conflito
Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente e deputado federal, articula uma chapa ao Senado em São Paulo com apoio de nomes do empresariado conservador. Frias, ligado ao grupo Folha, surgiu como nome de consenso em parte do campo bolsonarista paulista.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, resiste à candidatura de Frias e ao protagonismo de Salles na montagem das chapas. O filho do ex-presidente tenta manter influência direta sobre as escolhas eleitorais do movimento em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.
O que está em disputa
São Paulo elege dois senadores em 2026. A vaga é cobiçada por ser estratégica para qualquer projeto de poder nacional. O campo bolsonarista, fragmentado desde a derrota de 2022, ainda não consolidou uma liderança única no estado.
A briga não é apenas por um nome na chapa. É uma disputa por quem controla a narrativa e a estrutura do movimento conservador paulista para os próximos anos. Acompanhe mais análises sobre o cenário político nacional na SpaceMoney.
Impacto para o campo conservador
O racha ocorre em momento delicado. O bolsonarismo precisa consolidar alianças para enfrentar o PT de Lula em 2026. Disputas internas em São Paulo enfraquecem a capacidade de coordenação eleitoral e abrem espaço para terceiros ocuparem o centro político do estado.
Salles e Eduardo Bolsonaro têm histórico de atritos. A tensão atual indica que a sucessão de lideranças no campo da direita brasileira ainda está longe de ser resolvida.





