Um passeio panorâmico de helicóptero sobre a Floresta da Tijuca terminou em tragédia na manhã deste sábado, 8 de agosto, no Rio de Janeiro. A aeronave caiu na altura da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Sul da capital fluminense, e deixou quatro mortos. O Corpo de Bombeiros confirmou o óbito de todos os ocupantes, sem qualquer sobrevivente.
O piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo, avó, mãe e filha, respectivamente, estavam a bordo. A queda foi seguida de explosão, e as chamas se espalharam pela vegetação, o que impediu o reconhecimento imediato dos corpos — as quatro vítimas foram encontradas carbonizadas.
A queda e a operação de resgate
Os destroços foram localizados por equipes do Grupamento de Operações Aéreas em uma região de vegetação densa e isolada. O relevo acidentado, com encostas íngremes e trechos de precipício, obrigou os bombeiros a usar procedimentos com cordas e equipamentos de segurança para alcançar o ponto exato do acidente.
Para a ocorrência, a corporação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais. A complexidade do terreno e a demora no acesso ao local evidenciam as condições extremas enfrentadas pelas equipes de resgate.
As vítimas do acidente
As quatro pessoas a bordo foram identificadas como o piloto Alessandro Rocha e as turistas colombianas Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo. Elas integravam a mesma família — avó, mãe e filha, respectivamente — e estavam na cidade para uma temporada turística.
Os corpos foram encontrados carbonizados no local da queda. A confirmação das identidades ocorreu em meio à operação de resgate, que seguiu até a retirada das vítimas da área de mata fechada.
O passeio panorâmico da VRP
O voo era operado pela empresa Voos Rio Panorâmico (VRP), que oferece esse tipo de experiência em um modelo de helicóptero aberto, sem portas laterais. No site da companhia, o passeio pode durar até uma hora, dependendo do pacote escolhido, e ultrapassar R$ 1.300 por pessoa.
Para as três turistas colombianas, o comprovante da reserva indicava duração aproximada de 20 minutos, com roteiro pela região da Floresta da Tijuca, e valor total de R$ 2.550. O trajeto relativamente curto, no entanto, terminou no desfecho fatal.
Cobrança por mais fiscalização
O acidente reacendeu o debate sobre a regulamentação dos voos panorâmicos no Rio de Janeiro. O prefeito Eduardo Cavaliere cobrou providências após a tragédia e defendeu o endurecimento da fiscalização sobre as operadoras.
Cavaliere defende a suspensão temporária desse tipo de passeio para que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) amplie as verificações sobre as empresas que atuam no setor. A medida, se confirmada, tende a impactar diretamente operadoras como a VRP. Até o momento, não foram divulgadas as causas da queda.





