terça, 30 de novembro de 2021
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Petróleo cai depois de Trump testar positivo para Covid-19; WTI perde 8% na semana

02 outubro 2020 - 18h19Por Investing.com

Por Barani Krishnan, da Investing.com - Já parecia ser uma semana ruim para o petróleo, e Donald Trump ainda testou positivo para Covid-19.

A notícia da infecção de coronavírus do presidente contribuiu para uma semana já agitada para os investidores em petróleo, que vinham assistindo a um aumento no número de casos da pandemia enquanto se perguntavam sobre seu impacto na demanda de combustível. Deixando de lado as preocupações com a saúde, um relatório sombrio de empregos nos EUA em setembro, junto com a ameaça de aumento da produção de petróleo da Líbia, também pesaram sobre o mercado.

WTI, negociado em Nova York, o principal indicador dos preços do petróleo nos EUA, fechou em US$ 37,05 por barril, queda de US$ 1,67, ou 4,3%, no dia. A baixa do dia foi de US$ 36,63, o que marcou uma mínima de 3 meses e meio.

Na semana, o WTI caiu cerca de 8%, registrando sua segunda queda semanal consecutiva.

Veja os fatores que influenciaram os mercados hoje

O petróleo Brent negociado em Londres, referência global para o petróleo, caiu US$ 1,66, ou 4%, a US$ 39,27. O Brent havia atingido US$ 38,80, seu valor mais baixo desde meados de junho. Na semana, o Brent perdeu 6,3%.

Trump anunciou via Twitter na noite de quinta-feira que ele e a primeira-dama Melania Trump tinham testado positivo para Covid-19, horas depois de tuitar que Hope Hicks, uma de suas assessoras mais próximas na Casa Branca, também havia sido infectada.

Na sexta-feira, o relatório mensal da folhas de pagamento não-agrícolas do Departamento do Trabalho mostrou que os Estados Unidos ganharam apenas 661.000 empregos em setembro, menos da metade do 1,5 milhão de agosto, conforme a recuperação do emprego da crise do coronavírus diminuiu.

Folhas de pagamento

“Um relatório decepcionante das folhas de pagamento não-agrícolas foi a cereja do bolo para a fraqueza dos preços do petróleo hoje”, disse Ed Moya, analista da OANDA de Nova York.

“A luta de Trump contra o coronavírus e sua disseminação potencial por Washington DC ditará completamente a direção que o risco tomará e isso deve ser seguido de perto pelos preços do petróleo”, acrescentou Moya. “As preocupações com o excesso de oferta estão voltando à medida que a Opep+ lentamente começa a aumentar a produção antes do que pode ser uma onda que traria de volta bloqueios esporádicos que prejudicam a perspectiva de demanda.”

A Líbia, um dos principais membros da Opep, viu sua produção aumentar para 270.000 barris por dia, enquanto aumentava as exportações de petróleo bruto após um acordo de paz entre Trípoli e forças leais ao general renegado Khalifa Haftar. Analistas disseram que a produção de petróleo do país do Norte da África pode chegar a um milhão de barris diários nos próximos meses.

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