O Peru enfrenta um processo eleitoral prolongado após a primeira rodada de votação realizada em 12 de abril de 2026. Cerca de 6% das seções eleitorais foram contestadas pela autoridade eleitoral do país, o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), devido a inconsistências, falta de informações ou erros nas folhas de contagem. O resultado final da eleição presidencial deve ser divulgado apenas em maio.

O que motivou as contestações

As irregularidades identificadas pelo ONPE envolvem três categorias principais: inconsistências nos registros, ausência de informações obrigatórias e erros nas folhas de contagem. O volume de seções afetadas — aproximadamente 6% do total — é suficiente para impedir a consolidação definitiva do resultado e exige uma análise manual das cédulas envolvidas.

O processo de revisão das atas contestadas é conduzido pelo próprio ONPE, que tem autoridade para validar, corrigir ou anular registros com problemas. A análise desse volume de documentos demanda tempo e recursos, o que justifica o prazo estendido até maio para a divulgação do resultado oficial.

Cenário político e candidatos

A candidata Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, foi fotografada votando em uma seção eleitoral em Lima no dia do pleito. Ela é uma das principais figuras do processo eleitoral peruano de 2026. O resultado final da apuração determinará quais candidatos avançam para um eventual segundo turno.

O Peru tem histórico de eleições disputadas e processos de contestação de resultados. Para acompanhar análises sobre o cenário político regional, acesse a seção de política da SpaceMoney.

Impacto e próximos passos

A incerteza sobre o resultado final mantém o cenário político peruano em compasso de espera. O ONPE deve concluir a análise das cédulas contestadas nas próximas semanas. Somente após essa revisão será possível definir com precisão os candidatos classificados para a segunda rodada — ou confirmar uma vitória em primeiro turno, caso algum candidato tenha atingido a maioria necessária.