Mais de 57 milhões de pessoas em todo o mundo acumulam patrimônio líquido superior a US$ 1 milhão, de acordo com o UBS Global Wealth Report 2026. Esse contingente representa um aumento de quase um milhão de novos milionários em 2025, impulsionado por mercados acionários em alta, valorização imobiliária e um dólar mais fraco. A concentração de riqueza, no entanto, permanece fortemente assimétrica: Estados Unidos e China respondem por aproximadamente metade do total global, enquanto dez países europeus figuram entre os 20 primeiros do ranking.
A compreensão desses números é essencial para investidores que buscam mapear os fluxos de capital, identificar oportunidades de alocação global e entender as regiões que mais geram riqueza privada. Você pode acompanhar as inovações e as principais notícias sobre economia em tempo real aqui na SpaceMoney.
Distribuição global da riqueza milionária
Os Estados Unidos abrigam 23,627 milhões de milionários, o equivalente a 41% do total mundial. Esse número é maior do que a soma dos milionários dos 11 países seguintes no ranking, evidenciando a dominância americana na criação de riqueza. O país adicionou mais de 440 mil novos milionários apenas em 2025 — uma média superior a 1,2 mil por dia —, graças ao desempenho robusto dos mercados de ações e à ampla participação das famílias em ativos financeiros.
Na segunda posição, a China aparece com 5,305 milhões de milionários, menos de um terço do total americano, mas ainda assim muito à frente do Japão, que ocupa o terceiro lugar com 2,902 milhões. A Alemanha (2,648 milhões), o Reino Unido (2,428 milhões) e a França (2,388 milhões) completam o topo da lista, revelando a força das economias desenvolvidas da Europa Ocidental.
O contraste entre economias emergentes e desenvolvidas
Países como Índia e Brasil, embora com populações enormes, apresentam números relativamente modestos de milionários: 944 mil e 386 mil, respectivamente. A Índia empata com a Suíça em número absoluto, mas com uma base populacional muito maior, o que indica uma concentração de riqueza mais restrita. O Brasil, por sua vez, ocupa a 20ª posição global, à frente da Arábia Saudita (348 mil) e do México (333 mil), mas distante das principais economias asiáticas e europeias.
Na Europa, a profundidade do mercado de milionários é notável: Alemanha, Reino Unido, França, Holanda (1,294 milhão), Itália (1,235 milhão), Espanha (1,077 milhão), Suíça (944 mil), Bélgica (556 mil), Suécia (507 mil) e Irlanda (192 mil) estão entre os 25 primeiros. Esse grupo demonstra uma base ampla de economias de alta renda, mesmo sem o domínio absoluto dos EUA.
Fatores que impulsionaram a criação de riqueza em 2025
O crescimento de 10,8% na riqueza global pessoal em 2025 mais que dobrou o ritmo dos dois anos anteriores. As principais causas foram a valorização das bolsas de valores, a resiliência dos preços imobiliários em vários países e a depreciação do dólar americano, que inflou o valor dos ativos denominados em outras moedas. Todos os mercados monitorados pelo UBS apresentaram aumento no número de milionários, o que confirma um ciclo virtuoso de acumulação de capital.
Para o investidor de longo prazo, esses dados reforçam a importância de alocar recursos em regiões com forte criação de riqueza e em classes de ativos que historicamente protegem e ampliam o patrimônio. A diversificação geográfica, especialmente entre EUA, Europa e Ásia, continua sendo uma estratégia relevante para capturar o crescimento da renda global.





