Milan x Benfica abre nesta quarta-feira, 16, a fase de liga da Europa League para as duas equipes. A bola rola às 16h (horário de Brasília), no Estádio San Siro, em Milão, na Itália, com transmissão ao vivo pela CazéTV.
O confronto coloca frente a frente dois treinadores portugueses. Rúben Amorim assumiu o Milan em junho, depois de trabalhar no Manchester United, e Marco Silva chegou ao Benfica no mesmo mês, após anos no futebol inglês. Os dois se conhecem de embates entre Fulham e Manchester United, reencontro que o técnico das Águias tratou como natural diante do conhecimento mútuo entre as comissões.
O Milan entra em campo invicto na temporada e de volta às competições europeias depois de um ano fora do calendário da UEFA. Em quatro rodadas da Serie A, o time somou oito pontos, com duas vitórias e dois empates — os dois últimos fora de casa, contra Juventus e Lazio. Foram sete gols marcados e gols sofridos em três dos quatro compromissos, com a única defesa zerada no triunfo sobre o Venezia. Em três desses jogos a partida passou de 2,5 gols.
O Benfica chega com ritmo mais adiantado. São 16 pontos em seis rodadas da Primeira Liga, na vice-liderança, a dois pontos do Porto, com 21 gols marcados e quatro sofridos. A campanha inclui goleadas como o 7 a 0 sobre o Casa Pia e o 4 a 0 no Moreirense, fora de casa. Antes da estreia na fase de liga, os portugueses já acumulavam dez partidas oficiais e passaram pelos playoffs eliminando St. Gallen, Hearts e Aarhus.
Nas prováveis escalações há divergência entre as projeções publicadas nesta quarta. O Milan deve ser armado no 3-4-2-1, com Maignan; De Winter e Pavlovic na zaga, Chukwueze pelo lado direito e Gonçalo Ramos como referência no ataque. O Benfica tende a se organizar no 4-2-3-1, com nomes como Tomás Araújo, João Palhinha e Aursnes no setor intermediário, enquanto Pavlidis e John Durán aparecem como alternativas para o comando ofensivo em versões distintas.
Do lado português, Alexander Bah é o único desfalque confirmado. O lateral lesionou o ombro direito no início de setembro, chegou a voltar aos treinos, mas não viajou para a Itália, com retorno estimado para meados de outubro. A solução no setor deve ser Daniel Banjaqui, de 18 anos, elogiado por Marco Silva, que pediu confiança no jovem defensor. No Milan, nenhum jogador está no departamento médico ou suspenso, e Gabbia, recuperado de problema físico, deve retomar a posição na defesa.
O duelo também marca o primeiro reencontro de Gonçalo Ramos com o Benfica desde que deixou o clube em 2023. O centroavante lidera o Milan em finalizações na Serie A, com 14 chutes e média de 3,5 por partida, além de um gol marcado. Do outro lado, Vangelis Pavlidis soma 14 gols em todas as competições e duas assistências na Primeira Liga, com aproveitamento de 54,5% nos chutes a gol no campeonato português.
Em competições europeias oficiais, o Benfica nunca venceu o Milan. Os italianos ganharam quatro dos seis encontros, e os outros dois terminaram empatados. As decisões mais simbólicas ocorreram nas finais da Copa dos Campeões de 1963, em Wembley, e de 1990, em Viena, ambas com vitória do Milan. O último cruzamento ocorreu na fase de grupos da Champions League de 2007/08, com triunfo italiano em casa e empate em Lisboa. Em San Siro, o clube português perdeu as duas visitas que fez. Um Lance! aponta ainda que o Benfica caiu em 12 dos 19 jogos que disputou como visitante contra equipes italianas em competições europeias, incluindo a derrota por 2 a 0 para a Juventus em janeiro deste ano.
Marco Silva evitou confirmar o time e afirmou que a prioridade é preservar o físico dos jogadores, já que o Benfica tem quatro partidas em 11 dias, três delas longe de Lisboa. O treinador disse que viu no sorteio um duelo com peso de Liga dos Campeões, citou o histórico e a grandeza dos dois clubes e classificou o jogo como muito difícil. Sobre Amorim, afirmou que é um grande treinador e que não vai comentar publicamente as análises feitas pelo rival.
Taticamente, o Milan aposta na amplitude dos alas e na chegada dos meias para acelerar no último terço, enquanto o Benfica deve usar dois volantes à frente da defesa e três meias criativos às costas do atacante. O ponto de atrito tende a ficar nos corredores laterais, onde um erro de passe pode abrir espaço para transições rápidas em San Siro.





