O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que cabe ao Estado proteger a economia dos choques provocados pela volatilidade do petróleo. A declaração foi feita neste domingo (17) e reforça a posição do governo federal diante da instabilidade nos preços de combustíveis.
Intervenção estatal como resposta ao mercado
Para Mercadante, a alta dos combustíveis exige resposta coordenada do poder público. Ele citou que diversos países já adotaram medidas concretas para conter o impacto da volatilidade do petróleo sobre suas economias.
A postura sinaliza que o governo brasileiro avalia intervenções similares, embora os instrumentos específicos não tenham sido detalhados pelo presidente do BNDES.
Cenário global pressiona preços
O mercado de commodities energéticas segue sob pressão em 2026. Tensões geopolíticas, cortes de produção da OPEP+ e demanda aquecida em economias emergentes mantêm o barril em patamar elevado.
Esses fatores externos ampliam a vulnerabilidade de países importadores e reforçam o debate sobre o papel dos governos na absorção desses choques, seja via subsídios, controle de preços ou fundos de estabilização.
BNDES no centro do debate energético
A fala de Mercadante posiciona o BNDES como ator central na discussão sobre política energética brasileira. O banco de fomento já sinalizou interesse em financiar projetos de transição energética, mas a questão dos combustíveis fósseis permanece politicamente sensível.
A declaração ocorre em um momento em que o governo Lula enfrenta pressão da indústria e dos transportadores pelo controle dos preços dos derivados de petróleo no mercado doméstico.





