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Medo de coronavírus faz Ibovespa cair; dólar também segue em queda com ajuda do BC

13 fevereiro 2020 - 13h02Por Redação SpaceMoney
O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, operava, às 12h19 desta quinta-feira (13), com queda de 0,95%, aos 115.568,35 pontos. Já o dólar comercial sofre desvalorização de 0,56% ante o Real, cotado a R$ 4,326. A moeda dos EUA atingiu sua máxima intradiária de R$ 4,381 em reação à fala de Paulo Guedes, ministro da Economia, sobre o câmbio. Em resposta, o Banco Central fez um leilão de contratos de câmbio para tentar conter o avanço do dólar. O temor de uma epidemia do coronavírus, agora chamado Covid-19, voltou a afetar os mercados no dia de hoje. Já no cenário interno, os fracos números do varejo divulgados ontem (12) também contribuem para a queda. Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

Os índices da Ásia fecharam em baixa, enquanto as bolsas europeias operavam também com perdas. Os futuros de Nova York também apontavam para uma abertura em terreno negativo. Os temores de uma epidemia de coronavírus (Covid-19), voltaram a derrubar os mercados pelo mundo com o aumento significativo de novos casos.

Crise do coronavírus

O número de casos confirmados e mortes pela nova cepa (variedade) de coronavírus só aumenta. Até a última atualização,1.367 pessoas morreram e mais de 59 mil já foram contaminadas, com a maioria dos casos ocorrendo na China.  Na madrugada desta quinta-feira (13), o governo chinês anunciou que 15 mil novos casos de contaminação foram registrados e 200 novas mortes ocorreram. Segundo o governo chinês, esse aumento foi notado porque mudou a metodologia de diagnose em Hubei e não por uma escalada no surto.

Relação dívida/PIB

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (12) que a dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) voltará a cair em 2020. Ele ainda disse que, com os juros mais baixos, a economia com o pagamento de juros da dívida pública será de 120 bilhões de reais este ano. “Dívida já caiu ano passado, logo no primeiro ano (de governo) quebramos essa dinâmica. Ideia que Brasil estava se endividando em bola de neve trincou. Vamos fazer cair de novo este ano”, afirmou ele, em evento em Brasília.

Campos Neto

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse, na noite desta quarta-feira (12), em entrevista à GloboNews, que a recuperação econômica é gradual e que, dependendo do tamanho do impacto na economia chinesa, a epidemia de Coronavírus pode afetar o crescimento brasileiro, mas que ainda é cedo para prever qual será o impacto da epidemia sobre a inflação. 

Setor de serviços

O volume de serviços aumentou 1% em 2019, interrompendo uma sequência de quatro anos sem resultados positivos: 2015 (-3,6%), 2016 (-5,0%), 2017 (-2,8%) e 2018 (0%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (13) pelo IBGE. Já na passagem de novembro para dezembro, o volume de serviços variou -0,4%, a segunda queda consecutiva do setor.

Destaques

Quem resiste à queda da bolsa na sessão de hoje são as ações da Suzano (SUZB3.SA), que operam em alta de mais de 4% após reportar bons resultados no quarto trimestre, e os papéis da Mafrig (MRFG3.SA), com a perspectiva de exportações para a China aumentarem, tendo em vista que os rebanhos chineses passam por um surto de gripe aviária.
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