O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou neste domingo (17) que o potencial da Margem Equatorial brasileira é muito semelhante ao do pré-sal — a maior fronteira de exploração de petróleo do país nas últimas duas décadas. A declaração reforça as expectativas do governo Lula sobre a nova província petrolífera.
Comparação com o pré-sal
Mercadante colocou a Margem Equatorial no mesmo patamar do pré-sal em termos de reservas potenciais. O pré-sal transformou o Brasil em um dos maiores produtores de petróleo do mundo, impulsionando receitas bilionárias para o Estado e para a Petrobras.
A comparação feita pelo presidente do BNDES sinaliza que o governo enxerga a região como um vetor estratégico de longo prazo para a produção de óleo e gás no país.
Prazo indefinido para início das operações
Ao ser questionado sobre cronograma, Mercadante foi direto: ainda não há previsão para o início das operações comerciais. As perfurações estão em andamento e os custos são elevados.
A ausência de prazo concreto indica que a viabilidade econômica da Margem Equatorial ainda está em fase de comprovação técnica. Cada poço exploratório envolve investimentos expressivos, e os resultados determinam os próximos passos da indústria.
Contexto regulatório e ambiental
A exploração da Margem Equatorial enfrenta obstáculos além dos técnicos. O Ibama negou por duas vezes a licença para a Petrobras perfurar na Bacia da Foz do Amazonas, o trecho mais sensível da fronteira exploratória. O governo tenta contornar o impasse por vias regulatórias e de diálogo institucional.
A região abrange a costa norte do Brasil, da foz do Amazonas até o estado do Amapá, e é considerada uma das últimas grandes fronteiras de commodities energéticas a serem desbravadas no mundo.
Impacto para o setor
Se confirmado o potencial comparável ao pré-sal, a Margem Equatorial pode adicionar bilhões de barris às reservas brasileiras. Isso teria efeito direto sobre a produção da Petrobras, as receitas de royalties dos estados e a posição do Brasil no mercado global de petróleo.
Por ora, o mercado aguarda os resultados das perfurações em curso para calibrar as expectativas sobre a nova fronteira exploratória.





