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Lojas Renner despenca na bolsa após lucro cair no 1º trimestre

22 maio 2020 - 12h50Por Investing.com
Por Leandro Manzoni Investing.com - As ações da Lojas Renner (SA:LREN3) operam com forte baixa na B3 nesta sexta-feira, entre as maiores perdas do Ibovespa hoje. A varejista de moda divulgou, ontem após fechamento do mercado, balanço no primeiro trimestre do ano, com a esperada queda do lucro devido ao fechamento de lojas devido a medidas de isolamento social de combate à pandemia de Covid-19. No entanto, lucro menor e redução da margem operacional vieram abaixo do consenso. Às 11h20, os papéis da companhia despencavam 6,55% a R$ 38,10, segunda maior perda do Ibovespa. O principal índice acionário brasileiro caía 1,38% a 81.930 pontos em sessão marcada por cautela interna e maior aversão a risco no exterior.

Balanço

A Lojas Renner  teve um lucro líquido de R$ 10,4 milhões, queda de cerca de 94% sobre o resultado positivo de um ano antes, de R$ 162 milhões. O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado despencou 65%, para 110,9 milhões de reais. Os analistas de mercado esperavam um lucro líquido de R$ 30 milhões e um Ebtida de R$ 165 milhões. Isso significa que o impacto do fechamento das lojas físicas tiveram um impacto maior do que a expectativa do mercado, um dos fatores que explica a forte desvalorização da ação no período. A companhia afirma que atualmente apenas 18,3% de suas 597 lojas no Brasil, Uruguai e Argentina estão em funcionamento. A companhia mostrou no balanço um forte impacto no resultado com produtos financeiros, que fechou o trimestre em 20,7 milhões de reais, uma queda de quase 79% na comparação anual. Segundo o balanço, a companhia aumentou a provisão para perdas com crédito e elevou de 12,2% para 17,3% o índice de cobertura. As perdas estimadas de crédito do Cartão Renner subiram de 78,7 milhões de reais no primeiro trimestre do ano passado para 197,5 milhões nos três meses encerrados em março deste ano. Na operação de cartão co-branded as perdas estimadas subiram de 237 milhões para 362 milhões de reais. A Lojas Renner registrou uma queda das vendas mesmas lojas de 10,7% no primeiro trimestre. A receita líquida de venda de mercadorias recuou 6%, para 1,55 bilhão de reais. Apesar disso, a empresa conseguiu deixar a margem bruta praticamente estável em 55,4%.

Visão dos analistas

A XP Investimentos avalia que o resultado fraco do primeiro trimestre veio fraco conforme esperado. O Ebitda da operação de varejo apresentou uma contração de -39,8% na comparação anual, alcançando R$ 195 milhões, relativamente em linha com a estimativa da corretora. Já o resultado operacional da operação de serviços financeiros atingiu R$ 21 milhões, abaixo da  estimativa de R$ 35 milhões, contraindo -78,8% anualmente devido ao aumento acima do esperado no nível de provisões de crédito (R$ 199 milhões vs. R$ 73 milhões no 1T19). Desta forma, a companhia reforça as reservas para cobertura de potenciais perdas (17,3% no 1T20 vs. 12,2% no 1T19). A corretora ressalta que as iniciativas de redução de despesa foram implementadas de maneira mais significativa apenas a partir do mês de abril, o que constitui uma perspectiva de curto prazo desafiadora em meio ao cenário atual. Mesmo assim, mantém recomendação de compra e preço-alvo em R$ 50,00 no fim do ano. A XP acredita que a Lojas Renner terá fôlego "não só para atravessar o período mais crítico da crise, mas também para continuar investindo nas alavancas de crescimento corretas (e-commerce/multicanalidade) e fortalecendo os seus diferenciais competitivos", como o relacionamento mais próximo com fornecedores e clientes e operação de serviços financeiros. Já os analistas do Banco do Brasil Investimentos (BB-BI) concordam que o resultado veio fraco, mas com alavancagem operacional superior às expectativas do banco. Apesar dos números fracos, como também deve ocorrer no segundo trimestre de acordo com analistas do banco, a Lojas Renner  vem tomando medidas para reduzir suas despesas com vendas e G&A e adaptá-las ao cenário atual, além de focar no crescimento do e-commerce. A capacidade de execução da varejista deve levar a um aumento expressivo das vendas pelo canal digital no próximo trimestre, amparada pela omnicanalidade desenvolvida ao longo dos últimos anos. O BB-BI também destaca o êxito em ação judicial da empresa referente à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/COFINS neste mês. Com isso, a companhia tem o direito de reaver, perante compensação, um valor total de R$ 1,3 bilhão, sujeito ainda a procedimento administrativo para aproveitamento do referido crédito. Sem incorporar o resultado fiscal na análise, os analistas do banco mantêm recomendação neutra a preço-alvo de R$ 37,10 no fim de 2020.

Reação da empresa na crise

Com os efeitos das medidas de quarentena decretas por vários Estados na expectativa de frear o avanço do novo coronavírus, a companhia afirmou que antecipou várias fases do projeto de ominichannel e de digitalização que estavam previstas para entre 2020 e 2022 e que "e foram implementadas, em sua maioria, ao longo dos meses de março, abril e maio". Diante disso, as despesas operacionais subiram 8,7%, para 662,7 milhões de reais. Além disso, a empresa afirmou no balanço que a captação de financiamentos de cerca de 2 bilhões de reais para reforçar caixa, aliada à redução do investimento para 560 milhões de reais e ao corte no pagamento aos acionistas para 25% do lucro do ano passado, "garantiram a preservação da saúde financeira da companhia mesmo em cenários de estresse". *Com contribuição de Reuters
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