O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda-feira (20) que o Irã não aceitará negociações com os Estados Unidos enquanto houver ameaças em curso. A declaração foi feita em um post publicado na plataforma X e representa uma escalada retórica direta contra a postura da administração Trump.

Irã acusa Trump de transformar diálogo em rendição

Qalibaf acusou o presidente americano Donald Trump de tentar converter a mesa de negociações em uma “mesa de rendição”. A afirmação sinaliza que Teerã rejeita qualquer formato de diálogo que inclua pressão militar ou econômica como pano de fundo.

A posição do Parlamento iraniano endurece o cenário diplomático em um momento em que os EUA mantêm sanções severas contra o Irã e Trump voltou a adotar uma retórica de máxima pressão sobre o regime iraniano.

Contexto da tensão diplomática

As declarações ocorrem em meio a uma série de movimentos dos EUA para retomar o protagonismo nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Washington tem sinalizado abertura para conversas, mas condicionando qualquer acordo à suspensão das atividades de enriquecimento de urânio pelo Irã.

Teerã, por sua vez, insiste que qualquer negociação deve ocorrer sem pré-condições e com o levantamento prévio das sanções. A posição do Parlamento reforça a linha adotada pelo governo do presidente Masoud Pezeshkian, que também tem resistido à pressão americana.

Impacto no mercado de petróleo

A retórica de confronto entre EUA e Irã tende a manter pressão sobre os preços do mercado de commodities, especialmente o petróleo. O Irã é um dos principais produtores do Oriente Médio, e qualquer escalada no conflito diplomático pode influenciar as cotações globais do barril.

Próximos passos

Analistas acompanham se a posição firme do Parlamento iraniano será seguida por ações concretas do governo, como a aceleração do enriquecimento de urânio ou novas restrições ao acesso de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Por ora, o impasse diplomático entre Washington e Teerã permanece sem perspectiva de resolução no curto prazo.