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"EDUCAÇÃO |"

Instituições de ensino têm queda de até 44% na geração de caixa

09 junho 2020 - 16h06Por Redação SpaceMoney
Por Compliance Comunicação O setor de educação está entre os mais afetados pela pandemia da Covid-19. Apesar de três dos quatro grupos que representam o setor na B3 terem registrado alta nas receitas no 1º trimestre de 2020 comparado com igual período de 2019, todos tiveram queda na geração de caixa medida pelo Ebtida. Segundo os dados do levantamento da SABE Invest, a maior queda do Ebtida foi da Cogna (-44,4%), seguida da Ânima Educação (-43,2%). Já a Ser Educacional apresentou perda de 17,5% e a YDUQS de 12,2%.  “Houve uma retração bastante significativa em todos os resultados. No primeiro trimestre, a Ânima teve uma queda de 149,4% e a SER de 70,1%. Esses dados demonstram a situação preocupante vivida pelo setor”, explica o CEO da SABE Invest, Luiz Guilherme Dias. As perdas atuais estão relacionadas à retração do número de alunos e ao aumento da inadimplência. Algumas instituições, inclusive reduziram a jornada de trabalho de seus colaboradores juntamente com proporcional corte dos salários.  A inadimplência registrou um crescimento de 72% em 12 meses. Em abril deste ano, 26,3% dos estudantes matriculados nas 146 instituições de ensino privado não pagaram as mensalidades. Em igual mês do ano passado, o número era de 15,3%. Houve ainda o crescimento da evasão: 2,8% dos alunos matriculados desistiram de estudar em abril deste ano, contra 2,1% em abril de 2019. De acordo com o Semesp – Sindicato dos Mantenedores de Ensino Superior de São Paulo, a maior parte dos desistentes, cerca de 47%, estavam matriculados em cursos presenciais que tiveram que suspender as aulas. “O isolamento social provocado pela pandemia, iniciado em março, coincidiu com as últimas semanas do processo de matrículas do vestibular de verão, o que fez os grupos educacionais perderem calouros de cursos presenciais”, lembra Dias. Além disso, uma lei sancionada pelo governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel no último dia 04 de junho determina que creches, escolas e universidades concedam 30% de desconto nas mensalidades — como uma forma de compensação por não haver aulas presenciais. Tal fato agrava a situação do setor e pode levar à nova onda de consolidação. “Os grandes peixes estão esperando o cardume dos pequenos ficar preso para comer mais fácil”, diz o O especialista em políticas educacionais e consultor da Fundação FAT, Francisco Borges. Mas não é de hoje que o setor como um todo tem sofrido. E o desempenho dos 4 maiores grupos de educação nos últimos anos demonstra isso. Segundo os dados da SABE a Ânima, por exemplo, em 2019 registrou retorno medido pelo ROE (sigla para o termo em inglês Return on Equity ou retorno ao acionista) negativo de 1,4%. Já a Cogna fica negativa em 0,8%. Do lado positivo estão a Ser Educacional com crescimento de 5,1% no ROE e a YDUQS com alta de 20,5%. “Das empresas que compõem o setor na bolsa a YDUQS é a que demonstra o melhor desempenho nos últimos 5 anos e no 1T2020: maior lucro em 2019 (R$ 646 milhões). Além disso, a companhia mostrou no 1º trimestre de 2020 a menor queda de lucro (-30%), o menor grau de endividamento anualizado (1,3 vezes) e o maior ROE anualizado, o que vale dizer que a cada 5 anos a companhia dobra de tamanho”, ressalta Dias. Borges, lembra que as instituições já vinham sofrendo dificuldades como a baixa procura por cursos de graduação, estagnada no mesmo nível há cinco anos, além da  queda de 10% ao ano das mensalidades e do aumento da procura dos cursos na modalidade a distância (EAD). “Até mesmo as gigantes, têm sido afetadas nos últimos anos. O programa FIES criou uma distorção no setor e, sua redução, levou a um cenário de excesso de oferta e baixa procura”, complementa. Na avaliação de Borges, o efeito pode ser superado, se as instituições de ensino superior se reinventarem como vem tentando fazer nos últimos anos. Na busca pela superação dos obstáculos estas corporações estão apostando em processos seletivos diferenciados, como provas de vestibular e redações mediadas por tecnologia, assegurando que os alunos em locais remotos e individuais estejam sendo supervisionados por câmera e softwares de controle da digitação e do movimento do mouse, a exemplo do que ocorre nos centros de formação de condutores. “Incorporar tecnologia, substituir metodologias, ampliar estratégias é o que se faz na gestão de qualquer área de negócios e estes problemas serão superados, mas demandará tempo”, explica. Desempenho das Ações (30/04/2015 a 30/04/2020) A exceção da COGNA ON (COGN3), todas as demais ações apresentaram tendência primária de alta (longo prazo). YDUQ ON (YDUQ3) foi a ação que teve a maior valorização nos últimos 5 anos (113%), superando o Ibovespa, enquanto que as demais ficaram abaixo da variação do índice (43%) no mesmo período.   As informações apresentadas nesta postagem são de inteira responsabilidade da Compliance Comunicação.
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