terça, 30 de novembro de 2021
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Análise - Com aumento de capital, B2W pode ter impacto negativo no curto prazo

20 agosto 2019 - 11h34Por Eduardo Guimaraes
Por Eduardo Guimarães* A B2W anunciou aumento de capital com a emissão de 64,1 milhões novas ações ordinárias, ao preço de 39 reais por ação, totalizando 2,5 bilhões de reais. O acionista controlador da B2W (Lojas Americanas), que tem 61,5% de participação, deu garantia firme no aumento de capital, ou seja, irá aportar o total de recursos mesmo se os acionistas minoritários não aderirem à oferta. Segundo a empresa, o principal objetivo da operação é reduzir o nível de endividamento da companhia e acelerar o investimento na plataforma digital. Os atuais acionistas de B2W têm direito de preferência: o titular de 100 ações da B2W terá o direito de subscrever 14 ações da companhia (14%), no período de 23 de agosto até 21 de setembro. A diluição para os acionistas que não aderirem ao aumento de capital será de 12%. O preço do aumento de capital de 39 reais por ação ficou 7,7% abaixo do preço de fechamento das ações da B2W (BTOW3) desta segunda-feira (19 de agosto). Portanto, esperamos impacto negativo no preço dos papéis no curto prazo, pois o valor deverá convergir para o do aumento de capital. No entanto, a notícia é positiva para a B2W no médio e longo prazo, pois a empresa irá reduzir o seu alto nível de endividamento e recuperar a sua capacidade de investimento. Acreditamos que esse ‘desconto’ no preço do aumento de capital tem o objetivo de incentivar a adesão dos acionistas minoritários ao aumento de capital proposto pela companhia. O principal risco da B2W era justamente seu elevado endividamento, com dívida líquida de 2,5 bilhões de reais em junho de 2019, sem considerar a rubrica contas a receber. A relação dívida líquida/Ebitda era de 5,7 vezes em junho de 2019. Devido ao alto nível de dívida, a B2W reportou um resultado financeiro negativo de 158 milhões de reais no segundo trimestre de 2019. Com o aumento de capital, a B2W terá melhor capacidade financeira para realizar os investimentos necessários em tecnologia (exemplo: AME Digital) e competir com os principais players do setor: Magazine Luiza (MGLU3) e Mercado Livre, que estão mais capitalizados. *Eduardo Guimarães é especialista em ações na Levante, empresa de recomendações, análises e carteiras de investimentos. Esta coluna é de inteira responsabilidade da Levante e não reflete, necessariamente, a opinião da SpaceMoney.
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