
Guto Miguel entrou para a história do tênis brasileiro neste sábado, 6 de junho de 2026. Aos 17 anos, o goiano conquistou o título juvenil de Roland Garros ao derrotar o americano Michael Antonius por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4, e assumiu a liderança do ranking mundial juvenil.
O primeiro finalista brasileiro em 59 anos
A façanha de Guto carrega um peso histórico preciso: ele é o primeiro brasileiro a disputar uma final juvenil de simples em Roland Garros em 59 anos. O feito o coloca ao lado de nomes como Tiago Fernandes, Orlando Luz e João Fonseca — atletas que também alcançaram o topo do ranking juvenil mundial pelo Brasil.
Federer, Djokovic e João Fonseca: as referências do campeão
Em perfil publicado pela Rede Tênis Brasil quando tinha 15 anos, Guto já apontava Roger Federer e Novak Djokovic como seus maiores ídolos no esporte. Mas o jovem não para nas referências internacionais.
«Quando eu era garoto, sempre assistia aos jogos do Novak Djokovic. Agora sou um grande fã do João Fonseca. O que ele faz é incrível. O Brasil tem uma grande história aqui em Roland Garros. Com o Guga, com o Fonseca e o que ele fez esta semana… Acho que contribuí. O tênis brasileiro está vivendo um grande momento novamente», declarou Guto na coletiva de imprensa após a final.
A trajetória até o título
Irmão do tenista Luis Felipe Miguel, cinco anos mais velho, Guto chegou à decisão após superar o compatriota Leonardo Storck na semifinal em três sets disputados. Na cerimônia de premiação, agradeceu à equipe técnica, à família e aos amigos. Antes de deixar a quadra Philippe-Chatrier, deixou um recado direto aos brasileiros que acompanharam a trajetória: «Vai Brasil!»
Um ciclo que se renova
A vitória de Guto Miguel reforça o ciclo de renovação do tênis brasileiro, que já vinha ganhando projeção internacional com as atuações de João Fonseca no circuito profissional. O Brasil agora possui o número 1 do ranking juvenil mundial e um novo nome capaz de sustentar o protagonismo do país nas quadras de saibro.





