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Destaques: renúncia na França e petróleo em queda

03 julho 2020 - 09h05Por Investing.com

Por Geoffrey Smith 

Investing.com - Emmanuel Macron reorganiza seu governo após dolorosas perdas nas eleições regionais no fim de semana passado. O Reino Unido se prepara para reabrir seus bares, hotéis e restaurantes, mas os mercados europeus não conseguem criar consenso com as crescentes preocupações com o coronavírus no outro lado do Atlântico, onde os EUA continuam a publicar mais de 50.000 novos casos por dia. 

A Índia intensifica sua retaliação contra a China após a disputa de fronteira no mês passado e o petróleo enfraquece em meio à briga pelo cumprimento do acordo da Opep+ sobre cortes na produção. 

Com os mercados dos EUA fechados para o feriado do Dia da Independência, eis o que você precisa saber nos mercados financeiros na sexta-feira, 3 de julho.

1. Macron recebe renúncia do governo

O primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, renunciou junto com todo o seu governo, abrindo caminho para o presidente Emmanuel Macron estabelecer um novo curso na política com dois anos de mandato remanescente.

Uma mudança no governo era esperada após fortes derrotas em toda a França para o movimento La Republique en Marche, de Macron, nas eleições locais no fim de semana. O próprio Philippe havia se colocado na sala de embarque, concorrendo e conquistando o cargo de prefeito de Le Havre.

Mesmo assim, a renúncia de todo o governo é uma surpresa. Tendo conquistado a presidência ao canibalizar o centro político da França, parece provável que, com seu novo governo, ele tentará drenar o apoio do Partido Verde do país, que foi o principal vencedor das eleições de domingo.

2. O bloqueio terminou - vamos ao bar

O Reino Unido reabrirá seus bares, restaurantes e hotéis no fim de semana, em um importante teste de sua capacidade de manter a pandemia de coronavírus sob controle.

Novas infecções estão ocorrendo em um décimo do nível em que estavam no início de maio, mas os temores de uma segunda onda aumentaram nesta semana, pois o governo foi forçado a colocar a cidade de Leicester de volta em um estado de bloqueio, enquanto novas infecções também foram observadas em uma fábrica de embalagem de carne em Merthyr Tidfil, no País de Gales.

A libra ficou estável em US$ 1,2455 e em 1,1088 euros.

3. Ações caem apesar de PMIs fortes

As ações europeias caíam após uma abertura positiva, pois as pesquisas melhores do que o esperado do setor de serviços falharam em sustentar o otimismo gerado pelo forte fechamento dos EUA na quinta-feira.

Às 8h43 (horário de Brasília), o índice de referência Stoxx 600 caía 0,7%, mas ainda estava a caminho de um ganho de mais de 2,1% na semana. O alemão DAX caía 0,6%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caía 1,2% e o francês CAC 40 caía 0,9%.

As preocupações com a disseminação do coronavírus nos EUA, que registraram um segundo dia consecutivo com mais de 50.000 novas infecções na quinta-feira, continuam pesando no mercado, alimentadas por suspeitas de que o relatório de emprego de quinta-feira possa maquiar a realidade do mercado de trabalho em andamento.

Anteriormente, a consultoria IHS Markit havia dito que seu índice de atividade de gerentes de compras compostos para a zona do euro subiu para 48,5 em junho, acima das expectativas, mas ainda abaixo de 50, nível que indica crescimento.

4. Índia intensifica retaliação contra a China

A Índia intensificou sua resposta à China após um choque letal entre as tropas dos dois países em uma região fronteiriça disputada no mês passado.

O governo planeja impor tarifas altas à importação de equipamentos de energia, informou o ministro Raj Kumar Singh, segundo a Bloomberg. Esse é um setor em que produtos chineses, como módulos solares, são atualmente dominantes.

Na semana passada, a Índia proibiu uma série de aplicativos desenvolvidos na China, incluindo o serviço de vídeo em formato pequeno TikTok e o serviço de mensagens WeChat. O primeiro-ministro Narendra Modi também pediu que o país intensifique a substituição das importações chinesas. A China foi a maior fonte de importações da Índia no ano passado e também a fonte de US$ 164 bilhões em investimentos estrangeiros diretos.

5. Petróleo enfraquece com briga na Opep+

Os preços do petróleo estavam mais fracos, mas permaneciam acima de US$ 40 por barril depois que Angola alertou que não estava pronta para alinhar sua produção com as cotas acordadas sob o pacto da Opep+ pelo menos até o quarto trimestre.

A restauração em fases da produção de petróleo bruto ao mercado global, conforme previsto no pacto, depende de países que produziram em excesso compensando isso nos próximos meses. A Arábia Saudita ameaçou, no mês passado, renovar a guerra de preços deste ano, subcotando as vendas para os clientes da Angola se o país não cumprisse o acordo.

Às 8h44, os contratos futuros do petróleo dos EUA caíam 1,5%, a US$ 40,04 por barril, enquanto o índice internacional Brent caía 1,5%, a US$ 42,49.

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