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Destaques: exportações da China e corte de juros ao redor do mundo

07 maio 2020 - 09h19Por Investing.com
Por Geoffrey Smith Investing.com - Milhões de pessoas continuam realizando pedidos iniciais de seguro-desemprego após a eclosão da crise do coronavírus. Entretanto, a expectativa é de uma desaceleração do número de solicitações na semana passada, permanecendo sob incríveis 3 milhões de pedidos.

As ações devem abrir em alta depois de uma mescla de lucros nos balanços divulgados na noite de quarta-feira.

As exportações da China se recuperaram em abril, mas em grande parte devido a um aumento pontual de produtos médicos. Uma queda de 14% nas importações ainda sugere que sua economia está em condições inadequadas.

O Banco da Inglaterra prevê que a economia do Reino Unido diminuiria 14% este ano. E o dólar atingiu uma nova alta histórica contra a lira turca, enquanto a Turquia caminha para uma crise de balanço de pagamentos.

Aqui está o que você precisa saber nos mercados financeiros na quinta-feira, 7 de maio.

1. Pedidos iniciais de seguro-desemprego continuam nos milhões, mas com desaceleração 

Espera-se que outros 3 milhões de americanos tenham apresentado pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana passada, de acordo com analistas consultados pelo Investing.com.

Isso seria uma desaceleração em relação aos 3,8 milhões solicitações da semana anterior, mas ainda é um indicador de estresse extremo para a economia, após a avaliação da ADP de que o setor privado perdeu mais de 20 milhões de empregos em abril.

A expectativa é de que as solicitações contínuas tenham aumentado em pouco menos de 2 milhões, para 19,91 milhões.

O Departamento do Trabalho publica seus dados às 09h30 (horário de Brasília).

2. Exportações da China registram recuperação surpresa em abril

As exportações da China registraram um aumento surpresa de 3,5% em termos anuais em abril, confundindo as expectativas de um declínio de mais de 15%.

No entanto, o reflexo mais verdadeiro do estado da economia chinesa estava em seus dados de importação, que caíram 14,2% no ano, acima do esperado.

A discrepância é explicada por um aumento nas exportações de equipamentos médicos para o resto do mundo no contexto da pandemia de Covid-19. Outro item de crescimento, observaram analistas do ING, foram os componentes das redes de telecomunicações 5G, algo que provavelmente causaria polêmica nos EUA, dada sua campanha contra a Huawei em particular.

Na quarta-feira, o presidente Donald Trump repetiu sua ameaça de abandonar o acordo comercial da 'fase 1' com a China, caso não compre o volume prometido de exportações dos EUA. Esse acordo precedeu o colapso da demanda de importação chinesa.

3. Ações devem abrir em alta; PayPal desaponta, Peloton (NASDAQ:PTON) dispara

Os mercados de ações dos EUA devem abrir em alta, revertendo as perdas de quarta-feira e ignorando alguns relatórios de balanço mistos.

Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato futuro do Dow Jones 30 subia 337 pontos, ou 1,43%, enquanto o contrato futuro do S&P 500 subia 1,6% e o contrato futuro do Nasdaq 100 crescia 1,55%.

O foco no pré-mercado será o PayPal (NASDAQ:PYPL), que não conseguiu lucrar com o boom do comércio eletrônico no nível esperado no primeiro trimestre, e a Square (NYSE:SQ), que não conseguiu atingir nível de equilíbrio, decepcionando as expectativas de lucro trimestral.

Por outro lado, Twilio, Fox e Liberty Global (NASDAQ:LBTYA) superaram as expectativas, a última delas liderando o trimestre ao concordar em fundir seus ativos do Reino Unido com os da Telefonica (MC:TEF) em um acordo de US$ 38 bilhões na quinta-feira - maior acordo de fusões e aquisições na Europa desde a erupção da pandemia.

A Peloton também deve abrir com força depois de quase atingir break even no trimestre, graças à tendência de se exercitar fora de casa, enquanto a AB Inbev subiu na Europa depois de relatar uma recuperação nas vendas chinesas.

4. Banco da Inglaterra com cautela, Noruega corta taxa, Banco Central do Brasil surpreende

libra britânica subiu depois que o Banco da Inglaterra resistiu a aumentar seu programa de flexibilização quantitativa - embora o novo governador Andrew Bailey tenha indicado que pode muito bem fazê-lo no futuro. Dois dos nove formuladores de políticas do BoE já votaram a favor do aumento na reunião do Comitê de Política Monetária de ontem.

O BoE também sinalizou que estava reduzindo a folga dos bancos do Reino Unido em relação aos índices de capital, fazendo com que as ações dos quatro grandes subissem entre 1,2% e 3,5%.

O primeiro-ministro Boris Johnson deve definir um cronograma para relaxamento das restrições de bloqueio mais tarde, dois dias após o Reino Unido ultrapassar a Itália e registrar o maior número de mortos na Covid-19 na Europa, em mais de 30.000.

Em outras partes da Europa na quinta-feira, o banco central da Noruega reduziu sua taxa básica para zero, mas indicou que não ficará abaixo desse nível.

Ontem, após o fechamento do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil surpreendeu ao cortar em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, de 3,75% para 3%. No comunicado pós-reunião, a autoridade monetária diz que pode realizar novo corte adicional de tamanho semelhante, além de classificar a decisão de ontem como "moderada". A expectativa do mercado era de um corte de 0,5 ponto percentual. A medida deve levar o real a ter queda acentuada em relação ao dólar no pregão de hoje.

5. Lira turca cai para nova mínima à medida que a crise se aproxima

A Turquia, uma das maiores economias do mundo emergentes fora da China e da Índia, está em espiral para uma crise no balanço de pagamentos.

O dólar atingiu um novo recorde histórico contra a lira durante a noite, de 7,2862, antes de voltar para 7,2668 às 7h30.

O país está cercado por amplos déficits orçamentários e em conta corrente, e seus bancos e empresas precisam pagar mais de US$ 20 bilhões em dívidas em moeda estrangeira no próximo ano. Enquanto isso, as reservas do banco central caíram acentuadamente e muitos analistas suspeitam que os números das reservas oficiais sejam inflacionados pelo empréstimo de dólares do sistema bancário local.

A Turquia, membro da OTAN e aliada de longa data dos EUA, não estava entre os países que receberam uma linha swap de dólares pelo Federal Reserve em março. As relações com os EUA se deterioraram acentuadamente nos últimos anos, devido à decisão do presidente Erdogan de comprar sofisticados sistemas de defesa aérea da Rússia. Esse agravamento do relacionamento também pode complicar seus esforços para negociar um resgate do FMI, dizem analistas.

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