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Como os investidores podem incluir as mudanças climáticas em suas análises?

25 setembro 2020 - 16h03Por Redação SpaceMoney

A adaptação de tecnologias, processos e cidades às mudanças climáticas em pode subir de U$ 200 bilhões para U$ 500 bilhões ao ano para países em desenvolvimento, de acordo com um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O custo, cerca de cinco vezes maior do que as estimativas anteriores, indica que o clima terá cada vez mais impacto na economia, mercados financeiros e também para investidores.

Uma análise divulgada pelo CFA Institute, na última segunda-feira (24), aponta para a baixa disponibilização de ferramentas que possibilitem a inserção de métricas de mudanças climáticas em modelos financeiros. A organização norte-americana, responsável pela emissão do título de Chartered Financial Analyst (Analista Financeiro Certificado, em tradução livre), afirma que investidores precisam compreender como os riscos trazidos pela alteração no clima afetam as companhias nas quais investem. 

Como inserir riscos climáticos em finanças

De acordo com o relatório, é necessária a dimensão da intensidade ou frequência de tais riscos e também o conhecimento das precauções e estratégias adotadas pelas empresas para mitigar tais ameaças para certificar-se da segurança dos investimentos.

No entanto, para que os profissionais possam aprofundar seus conhecimentos, são necessários dados e estudos mais robustos a respeito do clima. Nesse sentido, deve-se buscar um relacionamento mais próximo com casas de análise e outros emissores de relatórios para assegurar que o material tenha a densidade necessária para apoiar os investimentos.

O mercado de carbono é outro ponto crucial para os investidores. É papel dos governos assegurar a regulação, a transparência e o acesso às negociações que envolvem as emissões de CO2, o dióxido de carbono. Por outro lado, as estatísticas e expectativas a respeito do preço do carbono têm de ser uma constante em relatórios de risco climático e os investidores devem apostar em entender esse mercado para incorporá-lo às análises.

Os profissionais do ramo precisam educar-se a respeito do aquecimento global para compreender suas implicações na economia e nos investimentos, segundo o relatório. As consequências não configuram apenas riscos, mas também oportunidades que podem ser aproveitadas com o devido conhecimento.

Para entender melhor quais são os possíveis riscos climáticos, a associação de profissionais de investimento explica que eles são divididos em duas categorias: os físicos e os de transição.

Conheça os riscos

Furacões mais fortes e frequentes e condições de tempo quentes e secas que desencadeiam incêndios florestais são alguns dos primeiros riscos físicos que vem à mente das pessoas quando as mudanças climáticas estão em debate. O CFA Institute afirma que todas as companhias, mesmo aquelas que não trabalham diretamente com produtos ou processos que geram emissões de gases do efeito estufa, serão afetadas por essas condições.

O aumento no estresse dos funcionários, por exemplo, é um dos pontos que pode afetar todos os setores. A produtividade, principalmente em atividades que requerem a presença ao ar livre durante os meses de verão, poderá sofrer queda. Além disso, a agricultura e o turismo, por exemplo, também enfrentarão impactos negativos de maior ou menor grau de acordo com sua dependência do fator climático.

Contudo, não só os seres humanos são afetados pelo aumento nas temperaturas. Prédios, estradas, trilhos, carros e o maquinário que utilizamos no dia a dia também experimentam consequências dos dias e noites mais quentes. A exposição prolongada a temperaturas extremas diminui significativamente a vida útil desses equipamentos. Logo, companhias, administrações públicas e indivíduos precisarão aumentar a frequência de manutenção e troca dos itens.

Já os riscos de transição estão relacionados a mudanças que deverão ser implantadas pelas empresas para frear o avanço do aquecimento global. Reduzir as emissões de carbono, diminuir o uso de combustíveis fósseis e encontrar alternativas ao produtos plásticos presentes nos oceanos são algumas das alterações necessárias, apontadas pelo CFA, e que devem ser exigidas às indústrias nos próximos anos. 

Por outro lado, a atenção mundial dedicada ao aquecimento global também representa o surgimento de novos caminhos em indústrias já estabelecidas ou que ainda estão emergindo. Segundo o CFA Institute, companhias que investem em combustíveis alternativos e novos métodos de cultivo com menos impacto ambiental são exemplos de possíveis oportunidades.

Veja os fatores que influenciam os mercados hoje

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